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Carta à Berta / Desabafos de um Vagabundo / Miga, a Formiga / Estro

A partir de Julho de 2022 os blogs do Senhor da Bruma, assinados por Gil Saraiva, são reunidos em "alegadamente". Os blogs: Estro (poesia), gilcartoon (cartoons) e Desabafos de um Vagabundo (plectro) passam a integrar este blog. Obrigado.

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Carta à Berta n.º 589: Joseph Blatter -"I'm Back!" - Tribunal iliba Platini e Blatter de Corrupção na UEFA e na FIFA

Berta 589.jpg Olá Berta,

O suíço Joseph Blatter, o ex-presidente da FIFA, disse no passado dia oito de julho algo que poucos terão ouvido:

     - “I’m back!”

Com efeito, querida amiga, isto aconteceu porque Joseph Blatter e Michel Platini foram ambos absolvidos das acusações de corrupção de que eram alvo, enquanto estiveram nos lugares de topo do futebol mundial e europeu respetivamente. Após seis anos de investigação, que se diluíram numa confrangedora falta de provas concretas, e ao fim de duas semanas de julgamento na Suíça, saíram ilibados. Desse dia, à moda dos antigos filmes de terror e suspense de Alfred Hitchcock, ficarão para a eternidade as palavras de Blatter:

     - “Olá amigos, estou de volta, ainda forte. Terminaram sete anos de mentiras. Agora o jogo está de novo na direção correta. Ou como disse Michel Platini: vão voltar a ter notícias nossas…”

Segundo informa a Agência Lusa, cara Berta: «Em 08 de julho, Michel Platini e Joseph Blatter, antigos presidentes da UEFA e da FIFA, respetivamente, foram absolvidos das acusações de corrupção, após seis anos de investigação e duas semanas de julgamento na Suíça. Numa entrevista ao canal televisivo LCI, Platini garantiu que não tem vontade de voltar ao futebol, embora queira encontrar "os culpados" que estiveram ausentes do julgamento por corrupção. Blatter e Platini eram suspeitos de terem combinado o pagamento ilícito de dois milhões de francos suíços (1,8 milhões de euros) por parte da FIFA ao então dirigente máximo da UEFA.

Platini terá recebido a quantia em 2011, alegadamente, pelos serviços prestados como conselheiro de Blatter entre 1998 e 2002. Ambos justificaram o pagamento tão diluído no tempo com o facto de as finanças da FIFA, na altura, não permitirem remunerações tão elevadas como as acordadas entre Blatter e Platini. O caso já foi julgado nas instâncias desportivas, tendo Blatter, que renunciou à presidência da FIFA em 2015, sido suspenso por seis anos de qualquer atividade ligada ao futebol, por "abuso de posição", "conflito de interesses" e "má gestão", e Platini recebido uma punição de quatro anos.»

Quer isto dizer que Blatter e Platini não foram a julgamento pela parafernália de casos de corrupção de que eram suspeitos, mas apenas foram julgados por aquela acusação que parecia ter mais provas e ser mais consistente para formular uma acusação e uma posterior condenação.

Ora, ambos foram inequívoca e absolutamente ilibados no passado dia oito de junho de toda a acusação do processo. E foi, nesse mesmo dia, que começou um outro processo por parte de ambos os ex-arguidos, trata-se do processo indemnizatório para a reputação do bom nome destes dois homens e da limpeza da sua imagem, entretanto caída pelas ruas da amargura, como é evidente.

Isto quer dizer, minha amiga, que estes homens querem agora dinheiro, muito, mas muito, dinheiro de compensação pelo seu nome ter sido arrastado indevidamente para a lama badalhoca da corrupção. Aliás, será mais correto dizer que isso é apenas o que Michel Platini quer, porque Blatter, por seu lado, prepara-se para voltar a concorrer às mais altas instâncias do futebol.

Mal estará o mundo do desporto se Blatter concretizar este seu sonho, à laia de vendeta, e conseguir voltar a ser eleito presidente da FIFA. Porque, afinal, para um cargo destes não basta ser incorrupto, é realmente preciso parece-lo.

Agora, imagina tu, Berta, que algo deste género acontece com José Sócrates, consegues? Nem quero sequer imaginar. As consequências seriam devastadoras para a imagem da nossa justiça. Por hoje fico-me por aqui, despede-se este teu velho amigo, com um beijo de franca amizade,

Gil Saraiva

 

 

 

Carta à Berta: Os 9 Magníficos

Berta 48.jpg

Olá Berta,

Espero que estejas contente com os resultados desta semana europeia de futebol. De todas as mulheres que conheço, e ainda conheço algumas, tu, minha amiga, és das que mais adoram futebol. Não é muito normal, mas quem sou eu para me queixar disso. Assim sempre temos mais um tema de conversa. Contudo, acho muito estranho essa tua mania de dizeres que o teu clube é a Seleção Portuguesa. Eu bem te vou tentando puxar para o meu clube, mas tu és mesmo inflexível.

Hoje apenas te trago uma novidade engraçada. Sabias que um quarto dos treinadores cujas equipas passaram para os 16 avos de final da Liga Europa são portugueses? Parece coisa de fantasia ou de livro de ficção. Porém, com efeito, 25 porcento é o número redondo deste feito. Numa competição, onde participam 40 países, haver um deles com uma representação tão elevada de treinadores só pode significar que alguma coisa boa se passou nesta nossa pequena terra à beira-mar.

Já agora digo-te quais são os treinadores e os clubes respetivos. Então é assim: pelo Olympiakos está o Pedro Martins, pelo Shakhtar Donetsk tens o Luís Castro, pelo AS Roma encontras o Paulo Fonseca, pelo Wolveramphton a liderança pertence ao Nuno Espírito Santo, pelo Sporting é a vez do Silas, pelo Sporting de Braga tu sabes que é o Sá Pinto, pelo Porto o treinador é o Sérgio Conceição e, finalmente, pelo Benfica a estrela é o Bruno Lages. O que achas tu deste lote de notáveis? É impressionante.

A somar a isso tudo ainda temos o José Mourinho com o Tottenham, na Liga dos Campeões. Somando todos dá 18,75 porcento de treinadores portugueses ainda em prova nas competições da UEFA. Mais um feito nunca antes atingido. Eu, para ficar mais contente agora, só me faltava ver o Jorge Jesus consagrar-se campeão no mundial de clubes. Era a cereja no topo do bolo nesta fase das competições.

Já sei que me achas um sonhador, mas ainda te lembras, por certo, quando eu te disse que ele ia ganhar o Brasileirão e a Taça dos Libertadores. Na altura riste-te de mim, mas acabaste por dar a mão à palmatória. Enfim, estou contente, oxalá toda esta malta tenha sucesso este ano, lá para o fim, quando as competições terminarem. Nós já regressámos ao sexto lugar do ranking da UEFA, sexto em 40 países é obra, e, para o ano, já teremos 6 equipas a iniciar as provas das competições europeias.

Sei que nada disto me põe comida na mesa, minha querida Berta, mas alimenta-me a alma e ela agradece. Deixo-te um beijo de despedida, um “bué da gande”, deste amigo que não te esquece,

Gil Saraiva

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