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Carta à Berta

Carta à Berta é o local dos Desabafos de um Vagabundo, do Senhor da Bruma, essa bruma a que chamam de internet, de um Haragano, o Etéreo, qual cavalo selvagem que galopa entre cartas alegadamente, quiçá, sem fundamentos.

Carta à Berta é o local dos Desabafos de um Vagabundo, do Senhor da Bruma, essa bruma a que chamam de internet, de um Haragano, o Etéreo, qual cavalo selvagem que galopa entre cartas alegadamente, quiçá, sem fundamentos.

Carta à Berta: Sondagem Aximage para novas Eleições Legislativas

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Olá Berta,

Estive a ver os dados da última sondagem da Aximage para TSF/JN/DN, noticiada hoje nestes órgãos de comunicação social. O trabalho analisa as transferências de voto das últimas presidenciais, para um caso hipotético de haver, já de seguida, novas legislativas e explica para onde os eleitores canalizariam os votos que atribuíram a cada um dos diferentes candidatos. Hoje, porque para falar de todos os votos transferidos preciso de algumas cartas, vou abordar os votos de Tiago Mayan.

Pelo que os eleitores de Mayan responderam à Aximage o partido Iniciativa Liberal apenas conseguiria manter 39,7% dos votantes em Tiago Mayan. Assim sendo, os liberais iriam recolher do seu candidato apenas 53.353 votos para o partido, enquanto que os eleitores de Ana Gomes contribuiriam com 7.037, os de Marcelo forneceriam 10.135 e, por último, Tino de Rans entregaria 32.300 dos seus votos ao IL.

Assim sendo o partido Iniciativa Liberal conseguiria arregimentar para a sua causa eleitoral em legislativas, se elas fossem agora, cerca de 102.835 votantes. Quer isto dizer que, embora se registasse um aumento face aos votos de 2019 no partido, este seria na ordem dos 52%, ou seja, não conseguiria votos suficientes para eleger um segundo deputado, ficando 32.000 votos abaixo de Mayan.

Eu sei, querida Berta, que as sondagens valem o que valem, mas, como vimos nestas presidenciais, elas não estão assim tão distantes da realidade. Ora, manter apenas um deputado não é nada que valha a pena destacar ou apresentar na comunicação social como um grande feito deste novo partido. Destaque seria se as sondagens lhe dessem a possibilidade de eleger um segundo ou terceiro elemento para o parlamento o que, não sendo o caso, torna a subida irrelevante.

A manipulação exagerada que foi feita aos números de Tiago Mayan por parte da SIC e da TVI demonstra que existem interesses instalados que visam unicamente a promoção do partido de Cotrim. Despede-se, por hoje, este teu amigo, recebe um beijo saudoso,

Gil Saraiva

 

 

 

Carta à Berta: Presidenciais - As Analises dos Analistas

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Olá Berta,

No rescaldo destas eleições ouvi, em quase todas as televisões, serem tiradas conclusões que me deixaram abismado. Parece que os analistas políticos, em vez de se preocuparem apenas em fazer um trabalho sério sobre os resultados eleitorais, apenas lhes interessa promover aquilo que está na moda ou o que parece ser uma nova onda ou uma vertente de onde podem vir a tirar frutos no futuro (isto, para não dizer que muitos aparentam estar não ao serviço da análise política, mas de outros interesses menos claros, os quais são pagos para promover).

Para que entendas o que eu quero dizer dou apenas, a título ilustrativo, dois exemplos claros. O primeiro tem a ver com a análise ao resultado de João Ferreira, candidato apoiado pelo Partido Os Verdes e pelo Partido Comunista Português, o qual, na generalidade das análises, pese embora o facto de ter ficado precisamente no meio das preferências nacionais, é apelidado de ser um dos grandes derrotados destas presidenciais.

Ora, não entendo como se consegue tirar essa conclusão. O terceiro lugar de João Ferreira no Alentejo, não é mais demonstrativo do enfraquecimento do PCP do que do PS. Mais, os comunistas sobem, relativamente às anteriores presidenciais quatro décimas em número de votos no país. Como pode uma subida ser uma derrota? Logo depois, nas legislativas os verdes e os comunistas conseguiram mais de 6,4% dos votos, fazendo eleger 12 deputados, ou seja, mantendo as proporções, o PEV-PCP deverá fazer eleger nas próximas legislativas 14 deputados. Isso é mau? Sinceramente não consigo entender, a não ser pela vontade oculta de deitar abaixo os comunistas.

O outro exemplo é o do candidato da IL que é dado como um dos grandes vencedores da noite. A coisa é tão ridícula, para quem ficou em penúltimo lugar que me deixa parvo. O argumento de que a Iniciativa Liberal triplicou os seus votos é, na melhor das hipóteses, uma falácia. Nestas eleições apenas concorreram 7 candidatos, nas legislativas concorrem 20 a 25 forças políticas. Um cenário completamente diferente. Pior ainda se repararmos que um partido com representação parlamentar apenas conseguiu mais 11.684 do que o Tino de Rans. Este sim, devia estar feliz pois o seu partido, o RIR, subiu de 34, 637 nas últimas legislativas para 122,743 agora, quase quadruplicando a votação.

Enfim, minha querida Berta, com isso se conclui, pois podia dar muito mais exemplos, que há uma intensão geral dos analistas em deitar abaixo a esquerda e promover os novos partidos da direita. Dizer o quê? É a nova moda pós-geringonça. Despede-se este teu amigo de sempre, com um imenso chi-coração,

Gil Saraiva

 

 

 

Carta à Berta: Os Candidatos às Eleições Presidenciais de 24 de Janeiro - Tiago Mayan Gonçalves

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Olá Berta,

Hoje venho falar de Tiago Mayan Gonçalves, um homem de 43 anos, nascido no Porto, filho de pais licenciados em Engenharia Química, apoiante de Rui Moreira para a Câmara Municipal do Porto e foi, pelo movimento independente “Porto, o nosso Partido”, eleito membro suplente da Assembleia de Freguesia da União de Freguesias de Aldoar, Foz do Douro e Nevogilde nas eleições autárquicas de 2017, ex-PSD, e um dos fundadores do partido liberal, fruto das suas origens numa classe média de bem-estar.

Sem nada que o comprove arrisco-me a dizer, alegadamente, que o Tiago Pedro de Sousa (os três primeiros nomes de Mayan Gonçalves), é filho único, solteirão, vaidoso, machista, com um tique para o pedantismo e amante de um protagonismo para o qual lhe falta o dom da palavra. Ele que se assume como um homem do Norte, é o protótipo estereotipado de quem nasceu depois de abril de 74, no seio de uma família com posses. Diz dominar 7 línguas, mas na realidade só se sente à vontade no inglês, para além da sua língua nativa que enrola com facilidade.

Já na vela deve realmente ter conhecimentos, já que começou a praticá-la aos 12 anos, como muitos dos filhos queques da burguesia nortenha da altura. Porém, na minha modesta opinião, este Tiago Pedro vai de vela e em nada me admiro se terminar em último lugar na corrida à presidência.

Quanto ao perfil moral, à honestidade e à honra tenho muitas dúvidas sobre a firmeza destas qualidades. Apanhei, por diversas vezes, o Tiaguinho a mentir descaradamente aos outros candidatos nos debates televisivos, em detalhes que os outros desconheciam. Pior, verificado o desconhecimento, usou as mentiras para apontar falhas ao Governo e ao atual Presidente.

Dou um exemplo: apontou, em quase todos os confrontos com os adversários, o facto de Portugal estar destacado em primeiro lugar na Europa e no mundo como um dos países onde os óbitos não-covid foram mais elevados. Uma mentira descarada. Passei algumas horas a verificar os elementos, os dados, as fontes e os gráficos dos sites internacionais onde se fazem esses estudos comparativos, e nunca, nem nas tabelas semanais, desde março de 2020, Portugal encabeçou essa lista funesta. Fazer uso de mortes a mais para se autopromover não é apenas macabro, demonstra, isso sim, falta de brio e de caráter.

Mas basta de falar sobre aquele que, no meu entender, chegará na cauda desta corrida presidencial. De mim, ele não merece nem mais uma palavra. Despede-se este teu amigo sempre ao dispor, querida Berta, com um forte abraço,

Gil Saraiva

 

 

 

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