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Alegadamente

Este blog inclui os meus 4 blogs anteriores: alegadamente - Carta à Berta / plectro - Desabafos de um Vagabundo / gilcartoon - Miga, a Formiga / estro - A Minha Poesia. Para evitar problemas o conteúdo é apenas alegadamente correto.

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Carta à Berta nº. 661: Misturar Alhos com Bugalhos...

Berta 661.jpg Olá Berta,

Misturar alhos com bugalhos, diz o povo, nunca foi uma boa-ideia. Mas a História de Portugal ainda nos conta outros detalhes interessantes. Por exemplo, há séculos que o povo espera o regresso de D. Sebastião. Mas para que estou eu, para aqui, com estas afirmações, minha querida? É simples, o comentador da SIC, Sebastião Bugalho é o cabeça de lista da AD às próximas eleições europeias.

Trata-se, alegadamente, de um jovem viçoso, de 28 anos, que frequentou Ciência Política no Instituto de Estudos Políticos da Universidade Católica, donde saiu licenciado e aparentemente com um mestrado em ciência política, embora isso não conste no seu currículo, nem mesmo na Wikipédia e que, posteriormente, se mudou pra o ISCTE, onde ainda se mantém como aluno a efetuar um doutoramento, porém, no seu currículo, minha cara, ele apenas se apresenta como jornalista e comentador.

É aqui, neste ponto, que as coisas se complicam. Nos dias de hoje, para alguém ser jornalista, Berta, tem de ter efetuado o curso de jornalismo, depois terá de efetuar um estágio de um ano e só no fim disso tudo, terá direito a ter a Carteira Profissional de Jornalista. Ora, Sebastião Bugalho, não tem licenciatura em jornalismo, pelo que a designação de jornalista e totalmente abusiva no seu currículo. Mas porque a usa Sebastião Bugalho? A resposta é simples. Uma coisa é ser um mero comentador da SIC, licenciado em ciência política e talvez mestrado na mesma área, imposto, alegadamente, ao Canal pela Administração, outra, bem diferente, é ser-se, logo à partida, jornalista, misturar alhos com bugalhos dá sempre mau resultado.

Diz a Wikipédia, cara amiga, que: “Bugalho assume-se como sendo de direita, católico e conservador.” Católico, já lemos que é, afinal, até andou na Católica, porém, ainda não consegui descobrir se vai à missa e a que igreja vai. Pode ser até um católico não praticante. Quanto a ser de direita, bem… disso não tenho dúvidas, foi o número 6 nas listas de Assunção Cristas nas Eleições para a Assembleia da República, em 2019, apenas com 23 anos.

Não foi eleito, mas estava, já naquela altura, amiguinha, a ser projetado para a política. Finalmente, a questão de ser um conservador, aqui, acho que depende do assunto. Se for na área de se manter estudante, é verdade, aos 28 anos ainda se mantém estudante, conservando o título. Se for relativamente à forma como tem sido projetado para o estrelato, alegadamente, cunha atrás de cunha, também aqui o conservadorismo se mantém, pois tudo indica que os alegados padrinhos não desistiram dele e ainda se mantêm crentes na sua aposta.

 

Sérgio Godinho tem uma canção onde diz a dada altura:

 “…Mas o Casimiro que era tudo menos burro

E tinha um nariz que parecia um elefante

Sentiu logo que aquilo cheirava a esturro

Ser honesto não é só ser bem-falante…

Cuidado Casimiro, Cuidado Casimiro

Cuidado com as imitações

Cuidado minha gente

Cuidado justamente com as imitações”.

 

Pois é, minha doce amiga, Sebastião Bugalho é, apenas e só, uma imitação de jornalista. Projetado, alegadamente, como jornalista para parecer respeitável e ao serviço de gente (nem imagino quem) que o projetou mediaticamente para que o jovem bem-falante pudesse cumprir os desígnios de interesses até aqui ocultos

Enfim, Berta, o site da AD - Aliança Democrática devia imediatamente retirar a designação de Jornalista com que apresenta Sebastião Bugalho, como cabeça de lista às eleições europeias. É uma mentira e um embuste. É grave, muito grave. É falta de respeito pelos eleitores e não dignifica as profissões dos restantes candidatos da lista. Serão todas falsas? Por hoje é tudo, deixo um beijo de esperança ténue neste país, o teu amigo de sempre,

Gil Saraiva

 

 

 

gilcartoon n.º 1092 - Miga, a Formiga: Série "Dah!" - Bocas Foleiras: Romaria d'Agonia - Marcelo Versus Montenegro

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gilcartoon n.º 1089 - Miga, a Formiga: Série "Dah!" - Bocas Foleiras: Montenegro na Intimidade

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gilcartoon n.º 1088 - Miga, a Formiga: Série "Dah!" - Bocas Foleiras: Montenegro, os Tiques e os Sinais

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gilcartoon n.º 1087 - Miga, a Formiga: Série "Dah!" - Bocas Foleiras: Montenegro Despachachado

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gilcartoon n.º 1084 - Miga, a Formiga: Série "Dah!" - Bocas Foleiras: Montenegro e o "Descabelado"

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gilcartoon n.º 1083 - Miga, a Formiga: Série "Dah!" - Bocas Foleiras: A Chama de Montenegro

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Carta à Berta n.º 565: “Andam a tentar manipular, alegadamente, as próximas eleições legislativas de 2022.” - Parte III/III

Berta 565.jpgOlá Berta,

Termino, nesta terceira carta, a temática que tenho vindo a abordar, ou seja, que “Andam a tentar manipular, alegadamente, as próximas eleições legislativas de 2022.” Coisa que, dita assim, por quem é absolutamente contra teorias da conspiração, me angustia seriamente.

Terminei a última carta a falar-te da forma como o partido Livre, de Rui Tavares, foi alvo por parte das empresas de sondagens e dos grandes grupos da comunicação social de uma tentativa descarada de abafamento da sua legitimidade democrática. Ora, eu não tenho nada a favor ou contra o Livre, mas acho que não o referir nas sondagens, e exclui-lo previamente dos debates, foi uma jogada atentatória e clara de manipulação de resultados eleitorais e sobre esta, as provas não deixam quaisquer dúvidas.

Não tivesse havido reclamação, e sem a intervenção da Comissão Nacional de Eleições, o Livre estaria hoje fora dos debates televisivos. Todavia, a análise não se fica por aqui, pois há muito mais.

Com efeito, embora concentrando os votos da direita no PSD, esta última sondagem coloca o Chega quase à frente da CDU e do Bloco de Esquerda, e nomeiam este partido como estando na luta para poder vir a ser o terceiro maior partido nacional, pois anunciam estar em fase crescente. Mais uma vez num claro, enquanto alegado por mim, jogo de interesses em favorecer a direita do espectro político nacional.

Eu falo em manipulação das sondagens pela incongruência das mesmas. Se era possível, há dois meses, aceitar que o Chega pudesse ser a terceira força partidária nacional numa altura em que o PSD oscilava entre os 25% e os 29% nas intenções de voto, tal situação deixa de ser coerente com as próprias sondagens quando concentram os votos da direita no PSD. Quer isto dizer que não faz qualquer sentido, manter a força eleitoral do Chega num possível terceiro lugar, se for correto que o PSD está realmente a congregar as forças à sua direita.

A bota não bate com a perdigota. E a situação agrava-se quando a mesma sondagem mantém os votos do Iniciativa Liberal equiparados aos votos da CDU e do Bloco de Esquerda. A situação é simples, ou o PSD está mais forte, e as outras forças à sua direita perderam fulgor, ou inversamente o PSD continua fraco e os outros partidos à direita reforçam as suas posições. Agora, as duas coisas em simultâneo é um absoluto contrassenso político, que considero, mesmo que apenas no âmbito virtual, absurdo.

Na mesma perspetiva de análise, fazer baixar o PS e manter os níveis historicamente baixos da CDU e do Bloco de Esquerda, sofre da mesma estúpida deturpação das tendências eleitorais. É evidente que se o PS estiver mais fraco os votos à esquerda ganharão mais relevo e importância. Nada disto, querida Berta, faz sentido nas sondagens.

Veremos, aliás, se o Livre não vai aparecer novamente com um ou mais representantes eleitorais e se não supera até os votos do CDS, um partido (finalmente) que acredito estar certo nas análises das sondagens e, por isso, quase em vias de extinção no que à sua representatividade no parlamento diz respeito.

Ainda no campo puramente das sondagens, a manutenção do PAN dentro dos mesmos parâmetros de há dois anos, depois do partido ter perdido o seu carismático líder André Silva para a trapalhona Inês Corte Real, já envolta em várias polémicas que chegaram à comunicação social, parece-me propositado e mais uma vez a tentar justificar a descida do Partido Socialista.

Aliás, a sondagem da Pitagórica anterior a esta, tem mesmo o descaramento de apresentar o Chega como a terceira força nacional, para além de outras alarvidades que a realidade, mesmo com estas tentativas de manipulação, se encarregará de demonstrar.

Quando a mim, não é importante quem vença se o fizer de forma justa e embora eu me considere um homem de esquerda. O fundamental é que as eleições sejam transparentes.

Por hoje é tudo, querida Berta, despeço-me desta trilogia desejando-te umas Boas Festas, com tudo a correr pelo melhor. Por aqui, recebe o saudoso beijo do costume, deste teu amigo que nunca te esquece,

Gil Saraiva

 

 

 

Carta à Berta n.º 564: “Andam a tentar manipular, alegadamente, as próximas eleições legislativas de 2022.” - Parte II/III

Berta 564.jpgOlá Berta,

Aqui estou eu a escrever-te sobre o tema de ontem e passo de imediato à segunda parte do tema. “Andam a tentar manipular, alegadamente, as próximas eleições legislativas de 2022.” Voltando à vaca fria, eu falava na possível manipulação das sondagens por parte das empresas que as realizam.

Porém, se eu estiver correto, a lei que regula estas empresas terá que sofrer grandes alterações para impedir tais manipulações e para que se deixe de usar os eleitores portugueses como simples marionetes de um jogo de interesses. Importa pois voltar à última sondagem da Aximage, e tentar ver o que dizem.

Segundo esta gente o PS e o PSD encontram-se agora, no momento presente, numa situação de empate técnico (com 35,4% e 33,2% de votos respetivamente), dentro das balizas da margem de erro da própria sondagem (3,44%) o que significa que qualquer um dos partidos poderia, eventualmente, vir a ganhar as eleições.

Ora, eu acho que estão completamente enganados e que tal informação é passível de influenciar a reação dos votantes à direita, canalizando votos para o PSD. Nada do que aconteceu no último mês e meio justifica uma aproximação tal de dois partidos, que há tão pouco tempo estavam separados por 12% nas intenções de voto. Mais ainda, considero que as sondagens têm, de uma forma quase que generalizada, vindo a aproximar estes partidos, gradualmente ao longo destes 45 dias, para chegarem às vésperas da campanha eleitoral neste preciso patamar.

Mais grave ainda, acho que vários grupos de comunicação social estão, velada e alegadamente, a favorecer esta tendência. Entre eles estão aqueles que dominam a SIC, a TVI, a CMTV, Renascença, TSF, ou os jornais, Correio da Manhã, DN, JN, Expresso, Observador, I, etc., pela forma como vão encandeando notícias e sondagens.

Para mim, que sempre fui contra as teorias da conspiração, esta conclusão é avassaladora e extremamente irritante. Porém, tive recentemente uma pequena prova de que posso não estar enganado, e foi ela que me fez despertar o alarme.

Estou a falar do complô, da combinação concertada das televisões generalistas, que pretendiam deixar fora dos debates eleitorais o partido Livre, que elegeu um deputado nas últimas legislativas, da mesma forma que as sondagens também o excluíram da análise eleitoral. Foi preciso a reclamação do Livre para a Comissão Nacional de Eleições para esta vir repor a legitimidade democrática da presença deste partido nos debates televisivos.

Por hoje é tudo e na próxima carta, querida Berta, que ainda tentarei enviar hoje, espero terminar esta abordagem que me tem consumido o juízo. Despeço-me com o carinho usual, deixando um beijo saudoso, este teu eterno amigo de hoje e de sempre,

Gil Saraiva

 

 

 

Carta à Berta n.º 563: “Andam a tentar manipular, alegadamente, as próximas eleições legislativas de 2022.” - Parte I/III

Berta 563.jpgOlá Berta,

Conforme sabes é generalizada a opinião dos portugueses de que as empresas de sondagens políticas em Portugal não batem certo com a realidade dos factos, uma vez chegada a hora da verdade. Há quem diga, inclusivamente que estas empresas se encontram presentemente a ser manipuladas por interesses ocultos, muitas vezes ligadas a este ou àquele interesse económico ou político. Vou ter que dividir esta carta em três partes para não te massacrar com o assunto de uma só vez.

 Sobre a questão de os interesses por detrás das sondagens existirem ou não, minha querida amiga, não me interessa pronunciar, contudo, não posso criticar quem assim o acha, devido às tremendas coincidências que se vão constatando face aos resultados finais sobre os quais as mesmas recaíram.

O que me interessa realçar e, isso sim, parece-me importante é que, efetivamente, as sondagens se têm equivocado, e bastante, ao ponto de, segundo a minha opinião, terem condicionado os resultados das últimas eleições autárquicas em Lisboa.

Eu, que acompanho de perto a política nacional, estou mais uma vez convencido que as sondagens continuam erradas, e começo a ficar inclinado para pensamentos que preferia não ter, ou seja, que este serviço anda a reboque de interesses, sejam lá eles quais forem. Se assim for o caso é grave, pois é suposto acreditarmos na isenção destas empresas.

Como exemplo uso a última sondagem da Aximage para o Jornal de Notícias (JN), o Diário de Notícias e a TSF, divulgada neste sábado, que coloca PS e PSD em empate técnico nas intenções de voto dos eleitores, para além de colocar os outros partidos, com assento parlamentar, distribuídos de forma que não me parece a mais correta com aquilo que eu tenho analisado.

O que me parece é que estas últimas sondagens, e não apenas esta, pretendem levar os eleitores a concentrarem os seus votos no PSD, dando esperança aos eleitores não socialistas de que a batalha eleitoral não está ainda decidida e de que tudo é possível, contribuindo eficazmente com isto para adulterar resultados eleitorais, por manipulação dos eleitores.

Contudo, para mim, esta afirmação ainda se encontra dentro do chapéu do alegadamente, pois não tenho quaisquer provas concretas sobre o que acabei de afirmar. Para já esta alegação é apenas uma conjetura política, baseada na minha experiência de quarenta anos de jornalista e tenho alguma esperança de poder estar enganado.

Por hoje despeço-me, mas voltarei amanhã com as duas cartas ainda em falta sobre este tema, deixo um beijo de despedida, com a mais elevada consideração, saudosamente, este teu amigo do coração,

Gil Saraiva

 

 

 

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