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Carta à Berta

Carta à Berta é o local dos Desabafos de um Vagabundo, do Senhor da Bruma, essa bruma a que chamam de internet, de um Haragano, o Etéreo, qual cavalo selvagem que galopa entre cartas alegadamente, quiçá, sem fundamentos.

Carta à Berta é o local dos Desabafos de um Vagabundo, do Senhor da Bruma, essa bruma a que chamam de internet, de um Haragano, o Etéreo, qual cavalo selvagem que galopa entre cartas alegadamente, quiçá, sem fundamentos.

Carta à Berta: “A Prova dos Nove da Profecia de Haragano” ou a “Crónica do Impossível”

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Olá Berta,

Hoje, neste dia 20 de março de 2021 e ainda amanhã e depois de amanhã, vou-te falar de um dos meus hobbies, nomeadamente o tempo que dedico às ciências ocultas. Aliás, este passatempo faz parte de um conjunto de matérias que me agradam, quer pelo mistério que encerram quer pelo lado místico e fantástico, como também é o caso das mitologias (principalmente a grega e a romana), da parapsicologia ou do fantástico. Fiz várias formações na área, ao longo dos anos, pois tal como sou fã de um filme de suspense ou policial, todo este mundo surreal me fascina.

Desde os dezasseis anos de idade que adoro cartomancia, runas, oráculos, I Ching e por aí em diante. Há muitos anos atrás, misturei algumas das teorias de adivinhação do I Ching às do Oráculo Egípcio e acabei por ocidentalizar ambas criando uma leitura de cartas original a que chamei de “Relógio de Haragano”.

Contudo, pese embora esta minha paixão, não te assustes, não me julgo nenhum mago ou adivinho, nem mesmo bruxo ou feiticeiro de qualquer espécie. Faço, isso sim, uma tentativa de interpretar o que as cartas podem dizer sobre alguém que, ao abrir um novo baralho e depois o baralhar e partir, passa parte da sua energia única para aquele monte 54 ou 55 cartolinas (divididas em quatro naipes e com dois ou três jokers),  como são únicas as impressões digitais, o código genético ou as nossas iris.

No entanto, e contra mim falo, não me levo muito a sério neste campo. Julgo que talvez seja porque não gosto muito do que vejo a representar o setor: as leitoras de tarot para os famosos, os bruxos de Fafe e os ditos “Professores Africanos de Submundo”.

Todavia, não sendo qualquer destes temas nenhuma ciência, existe aquele lado oculto e misterioso que me agrada imenso. Para além de que nunca ninguém, a quem eu tenha feito o “Relógio de Haragano”, me disse que o que “lia” nas cartas estava errado. Enfim, já lá vão 44 aninhos, a desenvolver o método, alguma coisa deve estar certa, se bem que não sei bem o quê.

Eu gosto de pensar que capto algum tipo de energia subconsciente da pessoa que abriu, baralhou e partiu um baralho virgem, para eu depois interpretar o que dizem as cartas, que vão saindo e sendo lidas em trios no sentido dos ponteiros do relógio em grupos circulares de 12 cartas. Por favor, não comeces agora a rir com o que te estou a dizer. Não te estou a tentar converter a este mundo de impossíveis que me fascina. Aliás, não te quero convencer a ti, amiga Berta, nem a ninguém. Estas coisas, são apenas um tipo de assuntos, onde muitas vezes, ao longo dos anos, ocupo os meus tempos livres e nada mais do que isso.

Tive que dividir em três partes o assunto desta carta para não me alongar demais com um tema que não sei se é do teu agrado. Tudo isto vem a propósito da atual pandemia. Aquela que ninguém previu que invadiria o mundo a partir de finais de 2019. No dia dois de março de 2020, quando tivemos o nosso primeiro caso eu fiz uma consulta mística usando aquilo que aprendi nas ciências ocultas. Desta consulta, usando a numerologia, o relógio e a astrologia saiu uma previsão tola que fiz para o dia 21 de março de 2021, isto é, para amanhã.

Eu chamei-lhe “A Prova dos Nove da Profecia de Haragano” ou, mais simplesmente, a “Crónica do Impossível”, mas não vou explicar agora em que consistiu e naquilo em que resultará amanhã (dia 21/03/21). Isso fica para a próxima carta do dia da profecia ou para o seguinte. Por agora despeço-me, com um abraço do tamanho do mundo, deste teu amigo de sempre,

Gil Saraiva

 

 

 

 

Carta à Berta: Série: Quadras Populares Sujeitas a Tema - 22) Santo António do Beijinho

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Olá Berta,

Tudo serve, a alguns grupos noticiosos do nosso Portugal, para tentar despertar, e trazer para a ribalta, as múmias nacionais do nosso passado recente ou nem tanto. Ainda estou a tentar entender se esta espécie de exorcismos se fica a dever a um interesse político determinado e orientado propositadamente por esses grupos ou a qualquer outra razão mais obscura. Como sempre, minha querida, tudo o que aqui escrevo não pode sair do domínio do alegadamente, porque, para isso, precisava de outros recursos, que já não possuo, para poder sair deste enquadramento.

Porém a questão pode ser, inversamente, a preocupação de voltar a vender mais exemplares das suas publicações, uma vez que, na época em que esses espécimes existiram, enquanto seres alegadamente vivos e pensantes, deram provas excelentes no que economicamente importa, isto é, relativamente, aos resultados das vendas nas bancas de jornais e das subidas de audiências televisivas.

Aqui há dias atrás foi a vez de uma voz indignada, qual múmia de um distante passado além político (graças aos céus), vir a público botar discurso. Como por assombração, Cavaco Silva, que regressou das masmorras do arquivamento político, assombrou-nos para se insurgir contra a eutanásia.

Podes pensar que estou a exagerar, mas o “Tutáskakon” nacional até uma profecia arrastou para os microfones, com a sua voz de ido que não sabe que já foi, eu recordo-te as palavras da maldição:

 

“…a decisão mais grave para o futuro da nossa sociedade que a Assembleia da República pode tomar”. E depois a profecia: “…abrir uma porta a abusos na questão da vida ou da morte de consequências assustadoras”.

Tenho todo o respeito por homens de 80 anos, mas, quando digo respeito pelos homens refiro-me aos vivos. Agora, zombies, mortos-vivos e "políticos-levados-ao-colo-por-Balsemão", não entram no grupo desses valorosos séniores. Aliás, nos meus tempos de jornalista de investigação, escutei mais do que uma vez Francisco Balsemão, outra múmia das catacumbas, afirmar que elegia presidentes. Foi verdade com Cavaco e depois alargou o seu mágico poder das trevas à cadeira de Primeiro-Ministro, com a invenção macabra do “Frankenpassos Rabitelho”, que nos trouxe a santa inquisição “troikiana”.

Mas voltemos aos despertares de seres do além político, mais uma vez o expresso e a SIC (porque será que este grupo consegue manter, com tanta facilidade, aberto este portal oculto com os politicamente acabados? Cheira a bálsamos macambúzios, à mão esquelética de um Balsemão de 82 anos que resiste, por força da poção mediática da influência de massas, a descer os degraus escorregadios de esquecimento anunciado que tarda em efetivar-se.) trouxeram à luz noticiosa a opinião do “Frankenpassos” para vir uivar aos microfones um suposto ajuste de contas com António Costa. Se quiseres, minha amiga, podes ler tudo no expresso online, mas é mais do mesmo, são as tortuosas mentes de uma direita esclerosada a tentarem profetizar e provar que a razão lhes assiste, mesmo depois de condenados ao esquecimento.

Em resumo, o que eu gostava de saber é o que significam estas aparições, seguidas e bem planeadas, destes mumificados dejetos da política nacional? O que está por detrás de assombrações cirúrgicas como estas? Serão as autárquicas, prepara-se algo para as presidenciais? Alguma coisa está para acontecer. Esperemos sentados, de arma com balas de prata numa mão e um cinturão de alhos na outra.

Tinha-te dito que estavam terminadas as quadras sujeitas a mote. Contudo descobri nos meus arquivos umas que ficam bem neste conjunto.

Série: Quadras Populares Sujeitas a Tema - 22) Santo António do Beijinho.

 

Santo António do Beijinho I

 

Beijo, que é Stº. António,

Dia 13, sexta-feira,

Que o santo do matrimónio,

Não vai cair da cadeira.

 

Santo António do Beijinho II

 

Beijo nesta lua cheia,

Noite de marchas e festa,

Que beijar não dá cadeia,

Se for dado assim na testa.

 

Santo António do Beijinho III

 

Beijo p’ra a doce menina,

Dado com muito carinho,

Que o santo não se amofina,

Nem vai fazer beicinho.

 

Gil Saraiva

 

E assim me despeço, com um abraço carinhoso e muito apertado, este teu amigo de sempre,

Gil Saraiva

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