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Carta à Berta

Carta à Berta é o local dos Desabafos de um Vagabundo, do Senhor da Bruma, essa bruma a que chamam de internet, de um Haragano, o Etéreo, qual cavalo selvagem que galopa entre cartas alegadamente, quiçá, sem fundamentos.

Carta à Berta é o local dos Desabafos de um Vagabundo, do Senhor da Bruma, essa bruma a que chamam de internet, de um Haragano, o Etéreo, qual cavalo selvagem que galopa entre cartas alegadamente, quiçá, sem fundamentos.

Carta à Berta: Série: Quadras Populares Sujeitas a Tema - 21) Efeitos Secundários

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Olá Berta,

Esta segunda-feira, minha amiga, fiquei a saber que o Governo da Venezuela, o mesmo que comprava Magalhães às pazadas a José Sócrates, agora sob as ordens de Maduro em vez de Chaves, anunciou, há poucas horas, a suspensão por 90 dias das operações no país da companhia aérea portuguesa TAP. A medida, indica o Twitter onde a deliberação foi anunciada, prende-se com razões de segurança, após as acusações de transporte de explosivos para a Venezuela, feitas pelo executivo venezuelano, a um voo da companhia, oriundo de Lisboa.

"Devido às graves irregularidades cometidas no voo TP173, e em conformidade com os regulamentos nacionais da aviação civil, as operações da companhia aérea TAP ficam suspensas por 90 dias", disse o ministro dos Transportes da Venezuela, Hipólito Abreu, na sua conta na já referida rede social.

Na última semana, o Governo de Caracas acusou a TAP de ter violado os “padrões internacionais”, por alegadamente ter fechado os olhos ao transporte de explosivos e ter ocultado, no seu manifesto de passageiros, a identidade do líder da oposição venezuelana, Juan Guaidó, num voo para a capital do país sul-americano.

O Estado Venezuelano justifica ainda a prisão do tio de Guaidó, Juan Marquez, que viajava com o sobrinho neste voo, por este ter transportado “lanternas de bolso táticas” que ocultavam “substâncias químicas explosivas no respetivo espaço destinado às baterias”.

São estas as razões que levam as autoridades venezuelanas a determinarem que a TAP, neste voo entre Lisboa e Caracas, violou as normas de segurança internacionais, permitindo explosivos e também ocultando a identidade do autoproclamado Presidente interino da Venezuela, Juan Guaidó, na lista de passageiros, pese embora a segurança aeroportuária não ser da responsabilidade das companhias transportadoras. Um detalhe pouco significativo, ao que parece, nas terras de Maduro.

O Governo Português, ainda refém de uma significativa emigração lusa naquele país, já solicitou um inquérito para averiguar sobre a veracidade das acusações que envolvem a transportadora aérea portuguesa, não deixando contudo de avançar já que preliminarmente não parece existir qualquer indício de irregularidades no voo que transportou Marquez e Guaidó.

O que eu acho revoltante, minha querida amiga, é o Governo de Portugal não ter reagido exatamente como Marega reagiu (e que eu condenei) aos insultos de racismo, mostrando bem alto, e com os braços de todos os portugueses elevados ao máximo, o dedo a estes difamadores sem escrúpulos da Venezuela.

É nisto que dá negociar e passar a mão pelo pelo de ditadores cretinos e dignos da mais deplorável prisão, que se consiga descobrir pelas américas.

Porém, regressemos à última quadra, deste teu desafio de 21 dias, no âmbito das quadras populares sujeitas a mote a que, tão habilmente, me sujeitaste.

Série: Quadras Populares Sujeitas a Tema - 21) Efeitos Secundários.

 

Efeitos Secundários

 

Trinquei de leve, com jeito,

A carne fofa, encantada,

E essa trinca em teu peito

Deixou-me a calça molhada...

 

Gil Saraiva

 

Fico a aguardar o veredito final à forma como superei ou não o teu desafio. Por agora despeço-me com um beijo,

Gil Saraiva

Carta à Berta: Série: Quadras Populares Sujeitas a Tema - 5) Violência Doméstica

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Olá Berta,

Hoje estou bem mais calmo. Já me passou a neura benfiquista. Por outro lado, este país continua, admiravelmente, a escapar, por entre os pingos da chuva, como se não fosse nada com ele, às maleitas do nosso mundo. Só mesmo por milagre é que se justifica ainda não termos infetados com o coronavírus, em Portugal. Basta pensar que só a região de Lisboa tem, por dia, em média, mais de 1200 novos turistas chineses. Ora, este número tão expressivo deveria constituir uma verdadeira ameaça no que concerne à propagação do vírus, mas não. Cá continuamos nós, alérgicos ao coronavírus, sem que a maleita nos invada a todo o gás.

Só de pensar no caos que é o aeroporto de Lisboa, me dão arrepios espinha abaixo se, valha-nos Nossa Senhora de Fátima (dirão os católicos), a pandemia chegar até ao nosso amado burgo. Por muito alerta que exista por parte das autoridades de saúde, uma chegada do vírus, via aeroporto, dificilmente seria travada e contida em tempo útil. Porquê? Porque simplesmente não existem condições. Em termos de ranking ocidental estamos em primeiro lugar e em terceiro, na lista dos piores aeroportos.

Acho que o que nos tem valido são as despistagens feitas nas partidas dos passageiros, principalmente os chineses, que para cá se deslocam.

Considero, muito sinceramente, que estamos perante uma bomba relógio. Ainda não aconteceu cá chegar um caso daqueles em que o vírus, na fase de incubação, não é detetado na origem, à saída. Quanto tempo durará essa sorte? Terá a Nossa Senhora mudado de poiso para os nossos aeroportos? Não vejo outra explicação e nem sequer sou crente.

Bem, pondo isso de lado e falando do teu desafio. O próximo assunto que escolheste para as quadras sujeitas a tema está mesmo na ordem do dia. Eu, não só consegui fazer a quadra, como tenho a certeza que se, as penas aplicadas aos prevaricadores pelos juízes, seguissem o meu conselho, quase que deixaríamos de ter violência doméstica em Portugal.

Série: Quadras Populares Sujeitas a Tema - 5) Violência Doméstica.

 

Violência Doméstica

 

Não devia ter casado.

Quem, na mulher, bate, em casa,

Talvez se fosse castrado,

Perdesse força na asa…

 

Gil Saraiva

 

Com mais este desafio superado me despeço, deixo-te um beijo saudoso e amigo, como sempre é meu hábito quando te digo até à próxima, o mesmo de sempre,

Gil Saraiva

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