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Alegadamente

Este blog inclui os meus 4 blogs anteriores: alegadamente - Carta à Berta / plectro - Desabafos de um Vagabundo / gilcartoon - Miga, a Formiga / estro - A Minha Poesia. Para evitar problemas o conteúdo é apenas alegadamente correto.

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Carta à Berta nº. 663: Os Novos 4 Cavaleiros do Apocalipse - Epílogo - VI/VI

Berta 663.jpg Olá Berta,

Está quase a fazer 4 anos que te escrevi sobre os 4 novos Cavaleiros do Apocalipse. Ainda há pouco tempo te reenviei essas cartas para que as recordasses, cara confidente. Porquê? Porque nelas te tinha prometido um epílogo que demorou a chegar. Aparece hoje, finalmente, porque me parece a altura certa. Entre setembro de 2020 e maio de 2024 muita água correu debaixo da ponte e foi longa a caminhada dos 4 Cavaleiros do Apocalipse.

Há quase 4 anos, amiguinha, já a pandemia, a famigerada Covid-19, infetava que nem peste num mundo doente, ceifando vidas a torto e a direito. Contudo, se os dados oficiais apontam hoje para mais de 7 milhões de pessoas que tombaram perante a avalanche, dizem os especialistas que, os dados reais e não declarados, devem ter levado mais de 30 milhões de almas, não parece muito se comparado à população mundial, todavia, daria para encher de gente, por 3 vezes, um país como Portugal.

Há ainda, minha querida, que falar dos infetados que, a acreditar nos especialistas, não foram apenas os 700 milhões referidos nos dados da Organização Mundial de Saúde, mas sim, quase 3.000 milhões, ou seja, mais de um terço da população do globo. Sem a descoberta das vacinas, diz-se num dos últimos estudos publicados, teríamos perdido mais de um quarto da população mundial.

Mesmo que se possa pensar que os números são exagerados, na realidade, pouco importa, porque foram sempre gigantescos. As movimentações do sinistro Cavaleiro da Peste, Bertinha, foram gigantescas e ele nos últimos tempos, muito ativo em todo o planeta.

O imenso Cavaleiro da Fome, então, parece ter tomado proporções ciclópicas e devastadoras. Entre as suas tropas e vassalos, existem atualmente uma parafernália de fenómenos, entre eles, genericamente, em primeiro plano, as alterações climáticas. Na verdade, cara amiga, a subida da temperatura das águas nos oceanos, cujo grau de acidez aumenta a um ritmo assustador, junta-se à desertificação avassaladora de milhões de quilómetros quadrados por todo o globo, ao desaparecimento de lagos e lagoas, ao degelo dos glaciares e à consequente elevação do nível das águas nos oceanos.

Estes novos paladinos da Fome, minha querida, são agora apoiados por hordas de humanos negacionistas, que negam os factos científicos, associados aos fanáticos hooligans das teorias da conspiração e aos destrutivos radicais de direita apostados na instalação do caos.

Ciumento e conflituoso, o imprevisível Cavaleiro da Guerra, caríssima, aproveita-se de toda a situação para germinar um caminho seguro para o Apocalipse. Com efeito, a sua entrada em força no final do primeiro quartel do século XXI, não beneficia, de modo algum, a paz e a harmonia.

Com o seu apoio o Cavaleiro da Fome propaga-se de África para todo o mundo. A seu lado, amiga, está a seca extrema, em certas áreas do planeta, ladeada pelas chuvas devastadoras, por inundações e por cheias sem precedentes nos últimos séculos. Os povos tentam migrar fugindo à desgraça, que nunca vem só, criando mais conflitos, aumentando devastadoramente os fenómenos da xenofobia, do racismo, da homofobia, entre outros, proporcionando o aumento de ódios e o crescimento exacerbado do populismo fácil, destinado a aumentar o caos.

O Cavaleiro da Guerra rebenta com a pacífica Europa, com Médio Oriente, e, mais disfarçadamente, minha cara, com quase todo o mundo. A China sedenta por Taiwan, a Rússia pelo regresso do Imperio Soviético, Israel disposto a extinguir o povo palestiniano, como se um ataque que ceifou um milhar de israelitas pudesse justificar o genocídio. Já não bastavam o crescendo número de focos terroristas por toda a parte, agora, a guerra contra a Ucrânia chama-se Operação Especial e ser procurado pelo Tribunal Penal Internacional aparenta ser um estatuto de prestígio dos novos “democráticos” líderes mundiais.

O Cavaleiro da Morte, autoproclama-se de Imperador do Mundo e nesta calma aparente em que a comunicação social tudo relativiza, Berta, os cães ladram e a caravana passa. O que tiver de ser… será… e assim me despeço, com um beijo,

Gil Saraiva

 

 

 

Carta à Berta n.º 620: O Metro no Jardim da Parada - Parte VI/VI

Berta 620.jpg (Jardim da Parada, fotografia de autor, todos os direitos revervados)   

Olá Berta,

Nesta sexta e última carta subordinada ao tema “O Metro no Jardim da Parada”, parte VI/VI, não posso dizer que esteja completamente satisfeito com o resultado das mesmas. As visitas à Carta à Berta, minha querida, embora ainda possam aumentar nos próximos dias, ficaram-se por um total, até à data, durante estes últimos 6 dias, em 15.240 leituras. Não sendo mau, não é de todo excelente. O valor que eu procurava andava perto das 22.500 leituras, o que significaria ter sido lido por cerca de um terço a um quarto dos eleitores do bairro. Porém, com alguma sorte, pode ser que o número por mim desejado seja atingido lá para o final deste mês. Isso sim, seria ótimo.

Ainda não te falei, minha amiga, num outro grupo de ilustres cidadãos de Campo de Ourique, que anda com outras ideias interessantes, como forma de mitigar o impacto da estação de metro no Jardim da Parada. Eles usam como slogan: Metro no Jardim da Parada – Minimizar Impacto + Potenciar Oportunidades. Como propostas principais avançam com a ideia de acabar com o trânsito no interior do quadrado urbano ladeado pela Rua Ferreira Borges, a Rua Coelho da Rocha, a Rua Francisco Metrass e a Rua Correia Teles.

Este quadrado gigante seria arborizado e passaria a ser constituído por passeios, sem ruas de trânsito, exceção feita apenas nos acessos às garagens dos prédios já existentes.

Seria um híper quarteirão onde as crianças poderiam brincar à vontade, sem estacionamentos por todo o lado, bem no centro do bairro, uma maravilha, Bertinha. Para além disso, com as árvores a colocar no meio dessas ruas a zona verde quase que duplicava. O coração do bairro ganharia mais alma, mais alegria e mais sossego depois de, um dia, as obras do metro estarem finalmente concluídas.

O projeto ainda prevê a construção de dois silos, um para 600 lugares no Pátio das Sedas e outro com 80 lugares na Travessa Bahuto. O conjunto de propostas é vasto e atinge a dúzia de forma equilibrada e verdadeiramente idílica, cara amiga. Para além disso, ao que parece, estes cidadãos estão bem inseridos na comunidade lisboeta e têm bons contactos no seio da malha política da capital, possuindo igualmente um tratamento facilitado junto da comunicação social tradicional (imprensa, rádio e televisão).

Os primeiros signatários desta proposta parecem saídos, a ver pelos nomes e apelidos, diretamente da Heráldica Portuguesa e Europeia, Bertinha, a saber: Ana Cordovil, António Quintão, Ariana Simões de Almeida, Filipa Pinto da Silva, Filipe Alfaiate, Helena Skapinakis, Inês Costa Pereira, Jorge Farelo, Jorge Wemans, Leonor Serzedelo, Manuel Queiroz, Maria do Rosário Rodrigues, Maria Tavares de Almeida, Miguel Brito e Abreu, Rita Castel’ Branco, Rui Loureiro, Sofia Rodrigues e Teresa Júdice da Costa. Esta reunião de talento e prestígio importa à nossa casta política.

Quando me apercebi que este louvável grupo de notáveis encabeçava o projeto, amiguinha, imaginei logo que ele teria pernas para andar e a bênção da Junta de Freguesia e talvez até do Governo e dos enfatuados administradores do Metropolitano. Porém, aquilo que este grupo organizado não explica é a única pedra no sapato da minha total aprovação.

Tentando apresentar a coisa de forma simples, cara correspondente, fica por explicar o que acontecerá depois das árvores de grande porte (quase todas) morrerem do Jardim da Parada, porque a estação de metro se mantém praticamente no mesmo local e à mesma profundidade projetada. Substituem por arvoredo de pequeno porte? Com 20% da folhagem em relação à mancha atual? Isso anularia a expansão da zona arbórea do grande jardim verde, onde também iriam ser colocadas árvores de pequeno porte. No final, iriamos ficar com 40% do verde face ao que agora possuímos.

Como seriam autorizados, realmente feitos e a que horas, os acessos aos quase 400 lugares de garagens que existem no interior deste grande projeto? É que, mesmo assim, amiga, 400 viaturas a entrar e a sair desta zona, enfim, não deixa as crianças a poderem brincar à vontade ou deixa? Para além de que não será fácil convencer os moradores que agora têm as suas viaturas (cerca de 513) estacionadas na zona prevista, a mudarem para silos pagos, relativamente distantes das suas habitações. Isto se é que os silos fossem realmente construídos. Já oiço falar nisso há 14 anos.

O que iria acontecer ao trânsito destas ruas, que teria de ser desviado para as ruas Ferreira Borges, Coelho da Rocha, Francisco Metrass e Correia Teles? Seria a aurora de um novo caos urbano, absolutamente absurdo e intransponível, minha amiga. Nestas ruas, aliás já sobrecarregadas com saídas e entradas para o metro, a despejar 11 milhões de pessoas no bairro por ano (segundo as previsões do Metropolitano de Lisboa), o estacionamento ilegal iria aumentar substancialmente. A ocupação de viaturas paradas nos cruzamentos geraria a aflição absoluta dos peões e a quantidade de viaturas a atravessar estas quatro artérias pioraria imenso a qualidade do ar nas mesmas, aumentaria potencialmente o ruído de forma estapafúrdia e perturbaria as dezenas de prédios feitos de tabique com 80 ou mais anos.

Contudo, e apesar da ideia me ter parecido bem-intencionada, ao princípio, chego a pensar se não será antes uma forma de tapar o Sol com a peneira, atirando areia para os olhos dos que querem realmente “Salvar o Jardim da Parada” com a sua petição. É certo que os signatários do Movimento “Salvar o Jardim da Parada” não têm, nem de perto, o “pedigree” deste novo grupo, são gente do povo, portugueses e estrangeiros, com paixão pelo seu bairro e pelo seu Jardim da Parada, mas merecem igual respeito.

Entretanto relembro aos que lerem esta última Carta à Berta subordinada ao tema “O Metro no Jardim da Parada”, parte VI/VI, a última deste grupo que, por favor, não deixem mesmo de assinar a petição pública que circula na internet. Avisa os teus amigos também, amiga Berta. Eles que vão a salvarojardimdaparada.pt/peticao e assinem a petição. O processo é muito simples, e depois façam logo a confirmação da vossa assinatura (no respetivo email de cada um), assim que a petição vos enviar a mensagem de confirmação, para o email.

Já só faltam 126 assinaturas, Berta, estamos mesmo quase lá, um terço ou próximo da população e da freguesia de Campo de Ourique já assinou, sem esquecer aqueles que já por cá passaram e passam e que ficam ou ficaram com fortes laços com Campo de Ourique. Que todos passem a mensagem aos seus familiares e amigos. Precisamos de todos aqueles que, sem exceção. vivem ou já viveram no bairro, dos que aqui trabalham ou trabalharam e dos que nos visitam, para levar a bom porto esta missão.  Despeço-me com um beijo terno e amigo,

Gil Saraiva

 

 

 

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