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Carta à Berta

Carta à Berta é o local dos Desabafos de um Vagabundo, do Senhor da Bruma, essa bruma a que chamam de internet, de um Haragano, o Etéreo, qual cavalo selvagem que galopa entre cartas alegadamente, quiçá, sem fundamentos.

Carta à Berta é o local dos Desabafos de um Vagabundo, do Senhor da Bruma, essa bruma a que chamam de internet, de um Haragano, o Etéreo, qual cavalo selvagem que galopa entre cartas alegadamente, quiçá, sem fundamentos.

Carta à Berta n.º 564: “Andam a tentar manipular, alegadamente, as próximas eleições legislativas de 2022.” - Parte II/III

Berta 564.jpgOlá Berta,

Aqui estou eu a escrever-te sobre o tema de ontem e passo de imediato à segunda parte do tema. “Andam a tentar manipular, alegadamente, as próximas eleições legislativas de 2022.” Voltando à vaca fria, eu falava na possível manipulação das sondagens por parte das empresas que as realizam.

Porém, se eu estiver correto, a lei que regula estas empresas terá que sofrer grandes alterações para impedir tais manipulações e para que se deixe de usar os eleitores portugueses como simples marionetes de um jogo de interesses. Importa pois voltar à última sondagem da Aximage, e tentar ver o que dizem.

Segundo esta gente o PS e o PSD encontram-se agora, no momento presente, numa situação de empate técnico (com 35,4% e 33,2% de votos respetivamente), dentro das balizas da margem de erro da própria sondagem (3,44%) o que significa que qualquer um dos partidos poderia, eventualmente, vir a ganhar as eleições.

Ora, eu acho que estão completamente enganados e que tal informação é passível de influenciar a reação dos votantes à direita, canalizando votos para o PSD. Nada do que aconteceu no último mês e meio justifica uma aproximação tal de dois partidos, que há tão pouco tempo estavam separados por 12% nas intenções de voto. Mais ainda, considero que as sondagens têm, de uma forma quase que generalizada, vindo a aproximar estes partidos, gradualmente ao longo destes 45 dias, para chegarem às vésperas da campanha eleitoral neste preciso patamar.

Mais grave ainda, acho que vários grupos de comunicação social estão, velada e alegadamente, a favorecer esta tendência. Entre eles estão aqueles que dominam a SIC, a TVI, a CMTV, Renascença, TSF, ou os jornais, Correio da Manhã, DN, JN, Expresso, Observador, I, etc., pela forma como vão encandeando notícias e sondagens.

Para mim, que sempre fui contra as teorias da conspiração, esta conclusão é avassaladora e extremamente irritante. Porém, tive recentemente uma pequena prova de que posso não estar enganado, e foi ela que me fez despertar o alarme.

Estou a falar do complô, da combinação concertada das televisões generalistas, que pretendiam deixar fora dos debates eleitorais o partido Livre, que elegeu um deputado nas últimas legislativas, da mesma forma que as sondagens também o excluíram da análise eleitoral. Foi preciso a reclamação do Livre para a Comissão Nacional de Eleições para esta vir repor a legitimidade democrática da presença deste partido nos debates televisivos.

Por hoje é tudo e na próxima carta, querida Berta, que ainda tentarei enviar hoje, espero terminar esta abordagem que me tem consumido o juízo. Despeço-me com o carinho usual, deixando um beijo saudoso, este teu eterno amigo de hoje e de sempre,

Gil Saraiva

 

 

 

Carta à Berta: Sondagem Aximage para novas Eleições Legislativas

Berta 457.jpg

Olá Berta,

Estive a ver os dados da última sondagem da Aximage para TSF/JN/DN, noticiada hoje nestes órgãos de comunicação social. O trabalho analisa as transferências de voto das últimas presidenciais, para um caso hipotético de haver, já de seguida, novas legislativas e explica para onde os eleitores canalizariam os votos que atribuíram a cada um dos diferentes candidatos. Hoje, porque para falar de todos os votos transferidos preciso de algumas cartas, vou abordar os votos de Tiago Mayan.

Pelo que os eleitores de Mayan responderam à Aximage o partido Iniciativa Liberal apenas conseguiria manter 39,7% dos votantes em Tiago Mayan. Assim sendo, os liberais iriam recolher do seu candidato apenas 53.353 votos para o partido, enquanto que os eleitores de Ana Gomes contribuiriam com 7.037, os de Marcelo forneceriam 10.135 e, por último, Tino de Rans entregaria 32.300 dos seus votos ao IL.

Assim sendo o partido Iniciativa Liberal conseguiria arregimentar para a sua causa eleitoral em legislativas, se elas fossem agora, cerca de 102.835 votantes. Quer isto dizer que, embora se registasse um aumento face aos votos de 2019 no partido, este seria na ordem dos 52%, ou seja, não conseguiria votos suficientes para eleger um segundo deputado, ficando 32.000 votos abaixo de Mayan.

Eu sei, querida Berta, que as sondagens valem o que valem, mas, como vimos nestas presidenciais, elas não estão assim tão distantes da realidade. Ora, manter apenas um deputado não é nada que valha a pena destacar ou apresentar na comunicação social como um grande feito deste novo partido. Destaque seria se as sondagens lhe dessem a possibilidade de eleger um segundo ou terceiro elemento para o parlamento o que, não sendo o caso, torna a subida irrelevante.

A manipulação exagerada que foi feita aos números de Tiago Mayan por parte da SIC e da TVI demonstra que existem interesses instalados que visam unicamente a promoção do partido de Cotrim. Despede-se, por hoje, este teu amigo, recebe um beijo saudoso,

Gil Saraiva

 

 

 

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