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Carta à Berta

Carta à Berta é o local dos Desabafos de um Vagabundo, do Senhor da Bruma, essa bruma a que chamam de internet, de um Haragano, o Etéreo, qual cavalo selvagem que galopa entre cartas alegadamente, quiçá, sem fundamentos.

Carta à Berta é o local dos Desabafos de um Vagabundo, do Senhor da Bruma, essa bruma a que chamam de internet, de um Haragano, o Etéreo, qual cavalo selvagem que galopa entre cartas alegadamente, quiçá, sem fundamentos.

Carta à Berta: Memórias de Haragano - A Revolução Começa na Cama - Parte X

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Olá Berta,

Tem sido divertido acompanhar as tuas reações às minhas memórias. Com que então eu não tenho os 5 bem medidos. Sou tolo e por vezes muito mauzinho com certas situações ou pessoas. Nada disso. Eu, como tu ou qualquer cidadão deste país, tenho direito a formular opiniões e a pensar livremente. Nunca me viste afirmar que branco é preto. Na pior das hipóteses poderei dizer que, em meu entender, não sei muito bem se isto ou aquilo, não será mais para o cinza ou se, outra coisa qualquer que parece negra, não se aproximará talvez do castanho muito escuro.

Agora, regressando às memórias, julgo estar na altura de me focar na educação. Assim:

Memórias de Haragano: A Revolução Começa na Cama – Parte X

“Por hoje terminei as obrigações imediatas. Ao todo foram três pequenos artigos para outras tantas publicações pouco motivadoras, mas pagantes. Porém, como sou um otimista por natureza, tenho a certeza que amanhã será bem melhor. Peguei em mais um cigarro, como quem faz pausa para almoço. Devia começar a escrever um livro, pois acho que dificilmente vou conseguir viver do ar se o trabalho se mantiver neste ritmo e posso ser lírico e otimista, mas não me considero burro. Aliás é isso mesmo que vou fazer. Começo amanhã. Ri-me.

Continuo convencido que a revolução começa na cama. Não é preciso ser criativo sequer para imaginar a imensidade de segredos e informações que transitam nos limbos das alcovas desde que o mundo tem civilizações. Devia haver uma universidade que ensinasse as pessoas, com vocação para o vale dos lençóis, a fazer disso uma profissão respeitável. O chamado espião de leito, um 007 ou uma 008 (por causa das curvas) lutando pelo desvendar de enigmas e mistérios entre sonoridades e movimentos que pouco têm a ver com o verdadeiro significado e importância das palavras.

Estou a imaginar cadeiras perfeitamente lecionáveis nesse tipo de Mestrado para Espiões de Elite, como, sei lá, <<Orgasmo, um veículo para uma espionagem feliz - I>> ou a <<Metodologia Informativa de uma Masturbação a Dois>> e mais um vasto número de disciplinas que visassem dotar os referidos profissionais a promover a troca de informações ou a plantar, sem alarido, a semente de uma certa revolução no espírito dos incautos companheiros de cama.”

Ao terminar este excerto das memórias, acabei de constatar que me esqueci, sem o fazer conscientemente, dos sonhos que se têm na cama. E não, não estou a referir-me aos molhados, que toda a gente conhece. Estou a falar das aventuras absolutas do nosso subconsciente, livre de amarras, durante algumas horas por dia.

Nesses momentos somos capazes de tudo e conseguimos inclusivamente ser bem mais heroicos do que muitos dos personagens da Marvel. Por outro lado, para quem tem pesadelos deixo uma pequena dica.,, antes de se prepararem para dormir mentalizem-se durante 5 minutos que, se tiverem um mau sonho, vão conseguir acordar de imediato, mudar o sonho por determinação e pensamento e de seguida continuar a dormir. Não resulta logo, mas ao fim de uns 30 dias vai verificar que se lhe acabam de vez os pesadelos e os receios de um sonhar algo ruim.

Fico-me por aqui, minha muito querida Berta, despeço-me com um beijão de coração, com um verdadeiro sorriso de alma, este teu amigo de sempre,

Gil Saraiva

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