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Carta à Berta

Carta à Berta é o local dos Desabafos de um Vagabundo, do Senhor da Bruma, essa bruma a que chamam de internet, de um Haragano, o Etéreo, qual cavalo selvagem que galopa entre cartas alegadamente, quiçá, sem fundamentos.

Carta à Berta é o local dos Desabafos de um Vagabundo, do Senhor da Bruma, essa bruma a que chamam de internet, de um Haragano, o Etéreo, qual cavalo selvagem que galopa entre cartas alegadamente, quiçá, sem fundamentos.

Carta à Berta: O Que Se Passa em Campo de Ourique? Sem a "Conversa à Mesa do Café" - Eduardo dos Livros - Nova Ação de Despejo

Berta 534.jpgOlá Berta,

Continuando a minha rubrica sobre “O Que Se Passa Em Campo de Ourique?” desta vez é sem qualquer “Entrevista à Mesa do Café”. Porquê? Porque o advogado da lojista em causa teme que qualquer entrevista, agora efetuada, possa ser prejudicial para a sua cliente, tendo optado por manter a contenda sem mais declarações públicas, na tentativa de defender os melhores interesses da arrendatária.

Hoje vou falar-te de uma casa que abriu portas, pela primeira vez, no Bairro de Campo de Ourique, dia um de abril de mil novecentos e sessenta e quatro. Precisamente há 57 anos, três meses e nove dias. Estou a falar-te do Eduardo dos Livros uma das casas comerciais mais conhecidas e antigas do bairro, senão a mais antiga.

A atual detentora da propriedade, filha do fundador original, a dona Maria Helena Pereira, é quem continua ao leme de um barco que já enfrentou mais tormentas do que qualquer nau portuguesa frente ao velho Adamastor, a quando dos Descobrimentos Portugueses.

Depois de iniciada uma luta imensa contra a primeira ordem de despejo, feita pelos chineses do Fundo Fosun que, segundo o seu CEO, Wang Qunbin, faz de Portugal a sua segunda casa, e que adquiriram mais de um milhar de imóveis da Companhia de Seguros Fidelidade, em dois mil e dezoito, por mais de quatro centenas de milhões de euros. Um bom negócio pelo que consta nos corredores dos valores imobiliários, carregado de ordens de despejo de inquilinos e lojistas, alicerçados na lei das rendas criada e aprovada pela ex-presidente do CDS, Assunção Cristas, no tempo de mau agoiro de Passos Coelho.

A guerra continuou quando os chineses “pressionados” venderam boa parte desses imóveis a um outro fundo, desta vez americano, o qual depois o revendeu a outro fundo abutre, o Fundo Apolo, também ele americano. Afinal, um abutre é sempre um abutre, venha ele de África, Ásia ou América. Aproveitam-se sempre dos mais fracos e nunca têm preocupações de caráter social. Aliás, desconhecem, por completo, o significado da palavra solidariedade, para além de outras como respeito, integridade ou verticalidade, só para referir as mais importantes.

A dona Maria Helena Pereira já coleciona ações de despejo, indo atualmente na terceira, recebida há ainda não fez dois meses. Ressalvo que não me foi possível confirmar se foi este exatamente o trajeto das antigas propriedades da Fidelidade, mas reafirmo que o atual detentor das propriedades é o denominado Fundo Apolo.

Em anexo segue uma das reportagens de dois mil e dezanove, efetuada pela SIC. Amanhã, para não ser mais muito maçador, termino esta rubrica, hoje iniciada, com a parte II/II. Recebe um beijo deste teu amigo,

Gil Saraiva

 

 

 

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