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Carta à Berta

Carta à Berta é o local dos Desabafos de um Vagabundo, do Senhor da Bruma, essa bruma a que chamam de internet, de um Haragano, o Etéreo, qual cavalo selvagem que galopa entre cartas alegadamente, quiçá, sem fundamentos.

Carta à Berta é o local dos Desabafos de um Vagabundo, do Senhor da Bruma, essa bruma a que chamam de internet, de um Haragano, o Etéreo, qual cavalo selvagem que galopa entre cartas alegadamente, quiçá, sem fundamentos.

Berta: Envio-te a definição dos parâmetros da nossa correspondência.

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Olá minha querida Berta,

Espero que esta carta te vá encontrar bem de saúde.

Por aqui as coisas vão passando como o tempo, ou seja, um segundo, minuto, hora, dia ou mês de cada vez. No geral podia estar bem melhor, mas, é um facto, também poderia estar pior. Por isso, antes assim que de outra forma. Não me leves a mal, porém, nas próximas cartas, vou deixar de lado estes formalismos e cumprimentos da praxe. Assim, quando a minha ou a tua situação se alterar logo o referiremos.

Conforme combinámos, tudo o que eu te escrevo fica confinado ao universo do que é escrito alegadamente. Por outras palavras, isto sou eu a deambular pelos caminhos da realidade montado no alazão da minha imaginação e raciocínio. Longe de mim querer que estes desabafos contigo me pudessem levar, por falta de alegadamentes, à barra de um tribunal ou seja lá o que for que tenha um caráter menos positivo.

Estes pressupostos atrás referidos são válidos para todos os nossos posteriores contactos ou posts, como se chamam por estes lados e, como aqui ficam definitivamente firmados, escuso-me de os repetir em futuros contactos. Não faria sentido estar sempre a dizer a mesma coisa. No fundo, minha querida amiga, tu vais servir de recétaculo ao que me vai na alma, na consciência e no coração. Espero sinceramente que não te aborreças com a leitura e com as divagações que alegadamente vou tendo sobre os mais variados temas.

Um nosso amigo comum perguntava-me, quando soube que eu ia dar início a estas cartas, para que serviam elas se tudo, o que aqui escrever neste blog, fica preso no rótulo inequívoco do que se diz alegadamente. Respondi-lhe conforme sabia. As minhas cartas para ti servem para que eu limpe a minha essência, repondo a higiene na minha consciência e ego. Pode não ser muito, contudo, como qualquer pessoa as pode ler, pode ser que ajudem outros a desabafar o que lhes vai no ser, nem que seja nos comentários que à nossa correspondência forem postando.

Deixo-te ainda um alerta. Os temas que for escolhendo para estas cartas podem não ser os mais fundamentais  ou relevantes da atualidade local, regional, nacional ou internacional. Serão apenas o que me apetecer. Espero, sinceramente, que tenhas a paciência de me ler mesmo que a insignificância da abordagem se resuma a um desabafo sobre a chuva ou a respeito do chulé, vindo das sapatas do homem que, sendo empregado de uma certa pastelaria, não o consegue disfarçar, nem com o cheiro que paira no ar dos bolos acabados de fazer.

Afinal, a importância do quotidiano depende da atenção que dermos a cada detalhe do mesmo. Todavia, como já me conheces, espero que me desculpes e compreendas, principalmente nos casos em que os meus desabafos te parecerem menos interessantes. Fica descansada que as tuas respostas para mim ficaram guardadas fora da exposição mediática deste blog. Sei perfeitamente que dás grande importância à tua privacidade.

Sem outro assunto de momento, despeço-me com saudades e carinho, este teu amigo de sempre,

 

Gil Saraiva

 

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