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Carta à Berta

Carta à Berta é o local dos Desabafos de um Vagabundo, do Senhor da Bruma, essa bruma a que chamam de internet, de um Haragano, o Etéreo, qual cavalo selvagem que galopa entre cartas alegadamente, quiçá, sem fundamentos.

Carta à Berta é o local dos Desabafos de um Vagabundo, do Senhor da Bruma, essa bruma a que chamam de internet, de um Haragano, o Etéreo, qual cavalo selvagem que galopa entre cartas alegadamente, quiçá, sem fundamentos.

Carta à Berta: Velocidade furiosa XX - Miguel Oliveira, o Filme

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Olá Berta,

Hoje, 22 de novembro de 2020, chega ao fim mais um filme da saga “Velocidade Furiosa”. Este, conta a história de uma criança portuguesa que sonhava ser como o seu herói, Valentino Rossi. Contudo, ao contrário dos outros filmes do tema, esta rodagem conta uma narrativa verdadeira, baseada em factos da vida real.

Trata-se do crescimento no mundo do mundo das duas rodas de um menino chamado Miguel Oliveira. Ao longo deste guião a criança vai tendo sucesso nas primeiras provas motorizadas em que participa, em troca de boas classificações na escola. O tempo passa e na entrada na prova máxima da modalidade, o Campeonato do Mundo de MotoGP, o rapaz, agora com 25 anos e com muitos troféus em provas menores numa carreira de mais de 9 anos de oficial e outros tantos em provas juniores e juvenis, compete na prova ao lado do seu ídolo, Valentino Rossi.

Oliveira não se encontra na equipa principal da marca que representa, a Red Bull KTM, mas já brilha na segunda equipa, a Tech 3. É durante o ano de 2020, em plena pandemia de Covid-19, que vence a quinta etapa do Campeonato Mundial de MotoGP, o Grande Prémio de Estíria.

Daí para a frente traçam-se 2 objetivos na cabeça do jovem Miguel: conseguir ficar nos 10 primeiros da geral no Campeonato do Mundo e entrar na primeira equipa, a KTM.

Para além disso existe ainda um sonho, um imenso sonho, ganhar, na presença da família, o Grande Prémio de Portugal de MotoGP. Terminando assim um ano de sonho numa época atormentada pelo pesadelo de uma epidemia mundial. Na véspera do dia épico, como em qualquer filme com a qualidade da saga Velocidade Furiosa, ele consegue a “pole position”, pela primeira vez na sua vida, em MotoGP.

O dia 22 chega por fim. A prova, onde arranca no primeiro lugar, fá-lo ganhar asas e voar sobre a pista, inacreditavelmente mantendo a liderança do primeiro ao último segundo da competição. As boxes entram em êxtase, o jovem vai ser membro da equipa principal, a KTM, tendo conseguido o nono lugar na geral do Campeonato do Mundo de MotoGP, a família exulta de felicidade, o hino nacional, a Portuguesa, já toca no pódio…

Miguel Oliveira levanta o troféu.  À sua frente, naquela pequena, mas vibrante plateia, quase nula por causa da pandemia, alguém que ficou em décimo quinto lugar na geral deste campeonato do mundo aplaude. Os olhos de Miguel Oliveira brilham de orgulho. Há efetivamente um homem que o aplaude com entusiasmo, ele está bem ali, no canto esquerdo, é o seu ídolo de infância, Valentino Rossi. “The Final Touch”…

Cara Berta, despeço-me sem mais palavra e com um beijo, no fim de mais este filme, desta vez bem real, da Velocidade Furiosa, sempre saudoso,

Gil Saraiva

 

 

 

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