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Carta à Berta

Carta à Berta é o local dos Desabafos de um Vagabundo, do Senhor da Bruma, essa bruma a que chamam de internet, de um Haragano, o Etéreo, qual cavalo selvagem que galopa entre cartas alegadamente, quiçá, sem fundamentos.

Carta à Berta é o local dos Desabafos de um Vagabundo, do Senhor da Bruma, essa bruma a que chamam de internet, de um Haragano, o Etéreo, qual cavalo selvagem que galopa entre cartas alegadamente, quiçá, sem fundamentos.

Carta à Berta: "Troquem a TV e os Telemóveis pela Bíblia", Pede o Papa

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Olá Berta,

O Papa pediu aos católicos: “Troquem a TV e o telemóvel pela Bíblia”. É verdade, minha querida amiga, com efeito, a estranha solicitação foi efetuada hoje mesmo pelo Papa Francisco que na sua mensagem apela para os fiéis desligarem suas televisões e telemóveis para, em vez disso, abrirem a Bíblia, justificando que se trata de uma forma de os mesmos não renunciarem a palavra de Deus.

Segundo o Diário de Notícias online esta postulação foi efetuada “… durante a homilia escrita pelo Sumo Pontífice e lida pelo presidente do Conselho Pontifício para a Promoção da Nova Evangelização, dom Rino Fisichella. O arcebispo italiano que presidiu à missa na Basílica de São Pedro, depois de o Papa ter alterado a sua agenda por causa de uma inflamação no nervo ciático.”  

No texto avançado pelo jornal diário podemos ler a tradução das palavras proferidas: “Peçamos ao Senhor a força de desligar a televisão e abrir a Bíblia, de desligar o telemóvel e abrir o Evangelho. Neste Ano Litúrgico, vamos ler o Evangelho de Marcos, o mais simples e curto. Por que não o fazer também em privado, meditando uma pequena passagem em cada dia?”.

Eu sei, querida Berta que não sou um crente, mas também posso afirmar que respeito todas as religiões e que admito que muita gente acredita piamente naquela que elegeu.

Contudo, e sem escarnecer do citado pedido, não estou a ver o mundo civilizado, a quem o Papa se dirige nesta homilia, a pensar sequer perder um minuto na reflexão de tal mensagem. Talvez o inverso obtenha mais resultado, ou seja, se a igreja implementar uma aplicação tipo bíblia, com acesso não apenas à Palavra de Deus, por temáticas e fóruns especializados, mas também com uma derivação em paralelo para o “instagram”, o “twitter”, o Facebook”, o “whatsapp”, etc., seja possível angariar uma maior adesão entre os católicos, principalmente, por parte do género feminino.

Se meditarmos profundamente no assunto, pedir a um homem, de uma sociedade civilizada, para largar o comando da televisão ou a uma mulher, de idêntica origem, para desligar o telemóvel, é o mesmo que solicitar a um bêbado de trinta anos de vício para passar, de um dia para o outro, a matar a sua sede especializada com água da torneira, “del cano” se assim o preferirem.

Em resumo, tal não vai acontecer. Arrisco-me a afirmar: nunca! Mas nunca mesmo! Por isso se eu estivesse no lugar do Papa arranjava alternativamente uma maneira de meter a bíblia na televisão, talvez com um “Reality Show”, com uns milagres pelo meio, e, a par disso, uma parafernália de aplicações bíblicas para as redes sociais. Sei lá, algo como “veja os milagres em 3d” e jogue online “os 7 pecados mortais”, enfim, coisas com muita interatividade temática com a religião católica em pano de fundo.

Para as plataformas de jogos recomendo ainda “Deus versus Belzebu” e outros do género como “Noé contra-ataca” ou uma verdadeira saga temática do tipo: “Fugindo da Cruz” em 30 níveis e com vários jogos alusivos e em progressão, sendo que o último, aliás, o mais recente, poderia ser “Entre a Cruz e a Pandemia”.

Pode até parecer que estou a brincar com a palavra de Deus, mas não é disso que se trata. Estou sim, seriamente convencido que uma modernização e acompanhamento do tempo atual, quer tecnologicamente quer seguindo as tendências do mercado podia ajudar em muito a uma reimplantação da fé, fosse lá ela qual fosse, nesta humanidade atual. Veja-se que até Donald Trump, com o seu “twittar” conseguiu angariar mais de 70 milhões de seguidores com uma filosofia de bosta, o que não conseguiriam as religiões deste mundo se pensassem seriamente neste assunto…?

E mais não digo, minha querida Berta, pois não quero ser insultado de estar a blasfemar numa altura em que tento apenas apontar um possível caminho. Por hoje é tudo, despede-se este teu amigo, com muito carinho e saudades,

Gil Saraiva

 

 

 

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