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Carta à Berta

Carta à Berta é o local dos Desabafos de um Vagabundo, do Senhor da Bruma, essa bruma a que chamam de internet, de um Haragano, o Etéreo, qual cavalo selvagem que galopa entre cartas alegadamente, quiçá, sem fundamentos.

Carta à Berta é o local dos Desabafos de um Vagabundo, do Senhor da Bruma, essa bruma a que chamam de internet, de um Haragano, o Etéreo, qual cavalo selvagem que galopa entre cartas alegadamente, quiçá, sem fundamentos.

Carta à Berta: Série: Quadras Populares Sujeitas a Tema - 11) Presumível Inocente

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Olá Berta,

Como vai a vidinha de algarvia? Espero que tudo continue pelo melhor. Hoje, estou espantado, para não dizer algo mais forte porque, para falar verdade, quando um Presidente da República, neste caso do Brasil, um tal de Jair Bolsonaro, afirma perentoriamente, na televisão o que eu hoje ouvi é porque o decoro, a decência e até o conhecimento abandonaram o poder. Longe de mim fazer a analogia deste personagem com um jagunço, porém, quem não quer ser lobo, não lhe veste a pele.

No caso, Jair Bolsonaro não se limitou a questionar quem era a Greenpeace, a ONG (organização não governamental internacional), que se dedica às causas do ambiente, isto a propósito de uma critica desta ao novo Conselho Nacional da Amazónia Legal, recriado pelo presidente, que deixa de contar com os governadores dos Estados envolvidos na Amazónia e passa a ser exclusivamente constituído por ministros da federação brasileira, ou seja, do poder central, o que é realmente um absurdo.

Para ser mais direto, o impoluto líder do Brasil, sua excelência (palavra que rima com excrescência – nem sei porque me lembrei dela agora), afirmou, ao vivo para as câmaras, que a Greenpeace não era apenas uma porcaria, mas, reforçando a ideia, que a organização se tratava de um lixo. Tal e qual. Todavia, ainda pior e mais grave do que a falta de respeito por uma organização ambiental que celebra em 2021 os seus 50 anos de existência, na luta persistente pelo ambiente em todo o mundo, foi a forma agressiva e fora de tom em que a situação se desenrolou. Um disparate total que nem perante a situação faz qualquer sentido, a não ser neste tipo de mentes perturbadas, já para não me referir ao elevado grau de ignorância que, alegadamente, parece existir com consistência no individuo, que, na senda do seu colega laranja, o afamado presidente dos Estados Unidos da América, sente orgulho no seu papel de jalbote, que tão bem lhe parece assentar.

É triste, quase desolador, assistir a esta governação de um Estado soberano, que fala português, e que eu adoro, por gente mentecapta e malformada. Não sendo eu brasileiro sinto a mesma vergonha que muitos dos seus cidadãos terão sentido. As consequências deste poder populista, ainda por cima arriscam pôr em causa todo o planeta como se a Amazónia fosse um brinquedo nas mãos de quem deveria mesmo era ir brincar com o… com a pilinha. Enfim, minha amiga, voltemos ao teu desafio de escrever quadras populares sujeitas a tema.

Embora eu ache que presumível inocente é um tema dentro da justiça, não deixei por isso de tentar fazê-lo.

 

Série: Quadras Populares Sujeitas a Tema - 11) Presumível Inocente.

 

Presumível Inocente

 

Quem diz que sou pecador,

Pobre e mal-agradecido,

Deve ser bom orador,

Acusa, sem ter vivido…

 

Gil Saraiva

 

Com esta quadra me despeço, amanhã haverá mais que te dizer, certamente, recebe um beijo do teu velho amigo de muitos anos,

Gil Saraiva

 

 

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