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Carta à Berta

Carta à Berta é o local dos Desabafos de um Vagabundo, do Senhor da Bruma, essa bruma a que chamam de internet, de um Haragano, o Etéreo, qual cavalo selvagem que galopa entre cartas alegadamente, quiçá, sem fundamentos.

Carta à Berta é o local dos Desabafos de um Vagabundo, do Senhor da Bruma, essa bruma a que chamam de internet, de um Haragano, o Etéreo, qual cavalo selvagem que galopa entre cartas alegadamente, quiçá, sem fundamentos.

Carta à Berta: Os World Travel Awards 2019 - Vitória Nacional

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Olá Berta,

Hoje, para mim, e se calhar para muitos portugueses, é dia de orgulho nacional. Não penses que te vou falar de Jorge Jesus, dele falarei depois do mundial de clubes. Hoje é dia de te relatar as decisões finais dos prémios da WTA, a World Travel Awards, por outras palavras, os Óscares do Turismo Mundial. Ao todo são entregues 262 prémios de excelência, nas mais diferentes e diversas áreas do turismo em todo o mundo.

Contudo, o prémio que todos almejam, aquele que mais cobiça desperta é, sem qualquer margem para dúvidas, o do Melhor Destino Turístico Mundial. Atribuído apenas e somente a um único país entre os mais de 200 concorrentes. E esse, minha querida, foi novamente ganho por Portugal, pela terceira vez, nos últimos 5 anos.

Ganhámos 4,6 porcento dos prémios atribuídos, se considerarmos a totalidade dos mesmos, ou 15 porcento dos galardões, se levarmos em conta apenas as áreas onde poderíamos ter concorrido, pese embora o facto de não o termos feito em todas elas, porque em muitas não temos a dimensão exigida. Só para teres uma ideia ao que não conseguimos concorrer, basta dizer-te que não temos frota nacional de “rent-a-car” própria, não temos destinos de deserto, não temos destinos de gelo e neve pois a nossa Serra da Estrela é muito pequena face aos grandes recursos que concorrem. Neste campo também não temos resorts desportivos de inverno que possam ir a concurso como não temos frotas de cruzeiros de nomeada o que nos remove logo de uma série de prémios e não possuímos reservas animais importantes e muito menos fazemos safaris e ainda há mais áreas, cuja nossa pequena dimensão, ou localização geográfica, nos obstrói a ida a concurso.

Contudo, isso não impediu Portugal de, de bicos de pés, arrecadar 3 dos cinco prémios mais cobiçados. A saber: Melhor Destino Turístico Mundial, atribuído ao país, Melhor Destino “City Break” do Mundo, ou seja, melhor cidade para férias curtas, alcançado por Lisboa, e Melhor Destino Insular do Mundo, ganho pela Madeira, mais uma vez. Quanto aos outros 2 do top 5: A melhor cidade para turismo de longa duração foi Moscovo e o Melhor Destino Cultural do Mundo, foi ganho pelo Peru.

A festa foi grande para o turismo português, pois ainda arrecadámos os prémios de: Melhor Companhia Aérea a Voar para África, Melhor Companhia Aérea a Voar para a América do Sul e Melhor Revista de Voo do Mundo, os 3 entregues à TAP. Lisboa arrecadou mais 2 prémios, quer como Melhor Porto de Cruzeiros do Mundo, quer ainda o de Melhor Hotel Clássico do Mundo, este através do Olissippo Lapa Palace Hotel, e Sintra, por intermédio da empresa municipal “Monte da Lua”, foi buscar o prémio de Melhor Empresa Líder em Conservação do Mundo.

Importa destacar ainda os galardões que foram atribuídos ao Melhor Operador de Hotel Boutique do Mundo, entregue ao Amazing Evolution Management, que gere o 1908 Lisboa Hotel e o Aldeia dos Capuchos, por exemplo. Há ainda a referir que no campo do turismo de golfe foi o Dunas Douradas Beach Club, em Almancil, quem arrecadou o prémio de Melhor Golf&Villa Resort do Mundo.

Por fim, os Passadiços do Paiva, em Arouca, Património Geológico da Humanidade segundo a UNESCO, foram eleitos a Melhor Atração Turística de Aventura do Mundo e o Turismo de Portugal recebeu, com chave de ouro, o prémio de Melhor Organismo Oficial de Turismo do Mundo. Uma catrefada de galardões, num total de 12, a prestigiar este pequeno país à beira mar plantado.

Como vês, minha querida Berta, o nosso Portugal, que tantas vezes desdenhamos, é cobiçado e premiado como um fora de série na vastidão mundial de recursos turísticos existentes. O desdém, acho que tem a ver com a nossa antiga mania de cobiçar a mulher do próximo e de nos esquecermos da nossa, mas isso passa, tem de passar, e ao poucos chegaremos a bom porto.

Despeço-me com um beijo fofo, este teu amigo que não te esquece,

Gil Saraiva

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