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Carta à Berta

Carta à Berta é o local dos Desabafos de um Vagabundo, do Senhor da Bruma, essa bruma a que chamam de internet, de um Haragano, o Etéreo, qual cavalo selvagem que galopa entre cartas alegadamente, quiçá, sem fundamentos.

Carta à Berta é o local dos Desabafos de um Vagabundo, do Senhor da Bruma, essa bruma a que chamam de internet, de um Haragano, o Etéreo, qual cavalo selvagem que galopa entre cartas alegadamente, quiçá, sem fundamentos.

Carta à Berta: Os Malandros no Feminino - Energética e Exotérica - Parte III/III

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Olá Berta,

Entramos hoje na última parte dos Malandros no Feminino, ou seja, nas últimas duas Malandras deste levantamento. As Malandras Energéticas ou de Inspiração Parapsicológica e as Exotéricas, as Espirituais ou as de Fé. Devido à forma como muitas vezes se tocam e entram pelos domínios umas das outras decidi abordá-las em conjunto.

Convém referir que não é malandra aquela mulher que acredita nos fenómenos por onde se mexem estas mestres da malandragem. Ter fé, acreditar em energias, em fenómenos paranormais, espirituais ou exotéricos é algo natural e comum numa boa parte dos seres humanos. A malandrice começa no momento em que certas damas tiram partido dessas crenças em proveito próprio, muitas vezes sem se preocuparem com os danos que podem provocar em quem as escuta ou segue, normalmente em troca de um certo valor em dinheiro ou bens.

Nestes campos de negócio obscuro podemos encontrar muitas daquelas que se anunciam como pessoas sérias e instruídas, portadoras de uma capacidade especial de interpretação destes fenómenos. Ora, quem o faz convictamente, achando que está a ajudar o próximo com a sua especial aptidão, também não pode ser incluído nestes lotes da malandragem. Aqui, apenas interessam as oportunistas, falsas e vigaristas, que através de uma lengalenga teórica se apropriam das verbas dos incautos.

Contudo, muitas são as Malandras, instaladas por esse mundo fora, nestes campos onde a ciência ainda tem dificuldade em entrar. Espíritas, Videntes, «Tarólogas», Cartomantes, «Parapsicólogas», Feiticeiras, Mães de Santo, Sacerdotisas, Magas, Bruxas, Mestras de Filosofias Orientais, Druidas, Servas do Oráculo (seja ele qual for), Astrólogas, Guias de Conduta, de Alimentação, de Saúde, de Crença ou de Fé, graduadas em «Reiki», em Yoga, em Leituras Celestes, de Runas ou de Vísceras Animais, de Borras de Café, de Ossos, de Plantas em Tisanas ou vistas ao natural, enfim, um sem-número de especialistas destas áreas que se mantém longe da clarividência da ciência, são um campo fértil para as rainhas da vigarice, da malandrice e do aproveitamento irresponsável de quem precisava apenas de um apoio ou orientação mental, moral ou emocional.

Enquanto o aproveitamento do uso das práticas não põe em perigo a saúde ou a vida das e dos clientes estamos a falar de mulheres Malandras e nada mais. Todavia, se estas duas linhas vermelhas são ultrapassadas, já entramos no domínio do crime, que não é tema desta carta.

O grande problema para quem recorre a estas temáticas e práticas, enquanto utente, é fazer a escolha certa e não acabar nas mãos destas amigas do dinheiro alheio, fácil de angariar, no seio de gente carente ou em busca de equilíbrio e harmonia.

Espero, amiga Berta, que tenhas gostado da minha abordagem das Malandras no Feminino. Mais uma vez me despeço, até à próxima carta, recebe um beijo de amizade deste com quem sempre podes contar,

Gil Saraiva

 

 

 

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