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Carta à Berta

Carta à Berta é o local dos Desabafos de um Vagabundo, do Senhor da Bruma, essa bruma a que chamam de internet, de um Haragano, o Etéreo, qual cavalo selvagem que galopa entre cartas alegadamente, quiçá, sem fundamentos.

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Carta à Berta: Os Malandros no Feminino - Sedutora, Mulher Fatal e Viúva Negra - Parte I/III

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Olá Berta,

Depois de terminar a minha abordagem sobre o Malandro e porque no início te falei que, no caso feminino, este papel cabe às Intuitivas, embora existam algumas mulheres que agem da mesma forma que os ditos malandros, mas em menor número, uma vez que outras variantes ganham relevância no feminino, é chegada a hora de esclarecer estas diferenças e variáveis.

A sociedade machista em que o Ocidente ainda vive, pese o facto de gritarmos por igualdade de género por todos os cantos, associada àquelas que são as caraterísticas próprias do género feminino, deram origem, a uma classe de Malandras especializadas: as Intuitivas. Neste grupo podemos encontrar as que defendem as teorias da conspiração, as que radicalizam comportamentos negacionistas, alimentares ou orientais, as energéticas de inspiração parapsicológica, as exotéricas, as espirituais ou as de fé, a quem se juntam as tais Malandras que se regem por padrões equivalentes ao dos Malandros, se bem que adaptados ao seu género.

No caso feminino o maior destaque vai para a força das suas convicções. Todas elas estão certas de ser detentoras da razão primária. Não seria relevante falar-te, amiga Berta, das Malandras que são como os Malandros. As diferenças apenas existem no aproveitamento que fazem do seu corpo.

É relevante, contudo, que o Casanova seja substituído pela Sedutora. Esta dama de copas usa o seu corpo (e género) para alcançar os seus objetivos e normalmente é muito bem-sucedida na sua demanda. Seja o alvo um matrimónio seguro e estável financeiramente, seja a ascensão social ou profissional, a semelhança dos processos é total, incluindo nos casos das Mulheres Fatais e das Viúvas Negras, cuja senda mais comum é a vingança, seja lá qual for a causa ou o motivo primário.

Quanto ao grupo das Intuitivas, a história já é bem diferente da masculina. São quatro as categorias de maior destaque. Na primeira encontramos a “Conspirativa”, na segunda a “Rebelde”, na terceira a “Energética” e na quarta a “Exotérica”.

No decorrer das próximas duas cartas irei tentar caraterizar sumariamente estas Malandras, que, ao contrário dos homens, raramente se consideram como tal. Na verdade, é comum uma Intuitiva, no seu entender, achar que a razão e a justiça dos seus ideais lhes retiram qualquer aproximação à marginalidade própria do que seria uma Malandra. Não aceitam esses rótulos que consideram de preconceituosos, machistas e ultrapassados.

 Por agora despeço-me com um beijinho de “até amanhã” e espero que esta carta te vá encontrar bem e feliz. Este teu amigo quotidiano e incansável,

Gil Saraiva

 

 

 

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