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Carta à Berta

Carta à Berta é o local dos Desabafos de um Vagabundo, do Senhor da Bruma, essa bruma a que chamam de internet, de um Haragano, o Etéreo, qual cavalo selvagem que galopa entre cartas alegadamente, quiçá, sem fundamentos.

Carta à Berta é o local dos Desabafos de um Vagabundo, do Senhor da Bruma, essa bruma a que chamam de internet, de um Haragano, o Etéreo, qual cavalo selvagem que galopa entre cartas alegadamente, quiçá, sem fundamentos.

Carta à Berta: Os "Cabrones" de "Monteros de la Cabra" - Montaria da Azambuja - Parte II/III

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Olá Berta,

Continuando o assunto de ontem, ou seja, a falar dos “Cabrones” da empresa de “Monteros de La Cabra” e da montaria (entre outras entretanto já descobertas) realizada na Herdade da Torre Bela, a maior herdade murada da Europa, importa não esquecer o orgulho, demonstrado por estes assassinos, nas fotografias de glória e soberba, de orgulho selvagem e bárbaro, colocadas no Facebook no endereço dos organizadores, (entretanto apagados, bem como todas as referências à empresa, fruto da insurreição geral que desde ontem se levantou em toda a sociedade portuguesa).

A exposição dos animais mortos no terreno, por categorias, a perder de vista, com os caçadores a posarem no centro da mortandade, mostra bem o calibre não apenas da caça abatida, como a qualidade bestial dos ditos carrascos. Vergonha foi sentimento que se manteve ausente desta gente que pagou três mil euros por pessoa, pelo direito aos dois dias de caçada, num total mais de 50 mil euros, se juntarmos a prestação de outros os serviços. Se a isso somarmos a venda da carne dos animais, das cabeças mais bonitas para a taxidermia, bem como de algumas carcaças inteiras, despois de aliviadas da carne, para o mesmo fim, com a finalidade de servirem de troféus ou de colocação em museus e casas da especialidade, estamos a falar de um negócio que rendeu mais de 150 mil euros à organização.

Pelo que já se descobriu, os selos, que deviam ser adquiridos, um por cada peça a caçar, e colocados nas peças de caça, eram não só menos de um terço do que a matança apurou, como na sua grande maioria se destinavam ao abate de javalis, que neste momento se apresentam como uma espécie que precisa de ser controlada, por já ser considerada uma praga em toda a Europa e não só. Colocar o selo de licenciamento para se matar um javali num cervo ou num veado demonstra bem a consciência da organização, esclarecendo igualmente sobre a enormidade da ilegalidade do que ali foi praticado conscientemente pelos “Cabrones”, que outro nome não encontro para classificar a bestialidade destas bestas humanas.

João Pedro Matos Fernandes, Ministro do Ambiente, que classificou o sucedido como "ato absolutamente vil e ignóbil", afirmou também que: "De acordo com a lei, não têm de ser comunicadas ao ICNF [Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas] as caçadas e as montarias. Esse é de facto um erro que, para ser corrigido, obriga a uma mudança da lei a partir da qual esses atos sejam comunicados."

É com estas palavras do responsável do Governo sobre esta matéria que se despede este teu amigo, desejando-te um excelente dia, com um grande abraço,

Gil Saraiva

 

 

 

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