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Carta à Berta

Carta à Berta é o local dos Desabafos de um Vagabundo, do Senhor da Bruma, essa bruma a que chamam de internet, de um Haragano, o Etéreo, qual cavalo selvagem que galopa entre cartas alegadamente, quiçá, sem fundamentos.

Carta à Berta é o local dos Desabafos de um Vagabundo, do Senhor da Bruma, essa bruma a que chamam de internet, de um Haragano, o Etéreo, qual cavalo selvagem que galopa entre cartas alegadamente, quiçá, sem fundamentos.

Carta à Berta: O Malandro Tipicamente Português - O Homem da Noite - Parte VI - VI/VI

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Olá Berta,

Eu sei que hoje deveria chegar ao fim a minha saga sobre o Malandro. Afinal, é o sexto e último episódio da saga programada para ser contada em seis partes. Contudo, o entusiasmo divertido da minha escrita criativa fez-me escrever um pouco demais sobre cada personagem e, assim sendo, só amanhã terminarei estas narrativas sobre o Malandro, com o acrescento de um epílogo final.

O Malandro de hoje é “O Homem da Noite” um gato pardo que vive, sem ter qualquer vocação para vampiro, habitualmente depois do crepúsculo. Ele é o homem das sombras, do mistério, dos ambientes pouco iluminados. Discreto, bem parecido de figura, com tendência para usar roupas escuras ou fatos que não o destaquem em demasia no meio onde se insere.

O «bafon», o secretismo dos seus negócios e a sua procura eterna por não ser notado, dão-lhe o ar de personagem de livro ou filme policial, por onde se move como ninguém, oculto na penumbra e normalmente afastado de quaisquer tipos de holofotes.

“O Homem da Noite” é normalmente romântico, nos meios noturnos onde se encontram as felinas da escuridão e costuma ser muito popular no seio do sexo oposto. Aliás, as meninas são não apenas amigas, como, enquanto confidente e próximo, servem de fonte inesgotável de informações.

Este Malandro transaciona influências, dinheiros de origem duvidosa, contactos, informações, organiza eventos clandestinos, tem sempre um ou dois amigos na polícia local, nos tribunais e no ministério público. Conhece a vida noturna como ninguém e embora chegue com facilidade às atividades marginais perigosas, dos negócios noturnos, nunca se envolve neles profundamente. Prefere fazer pontes entre contactos, receber comissões pelos serviços prestados e não entrar demasiadamente na marginalidade que invade a noite e que por vezes se torna altamente criminosa ou até letal, o que contraria, evidentemente, a sua necessidade de absoluta discrição e de «low profile».

Como bom profissional é amigo de porteiros e seguranças de bares, discotecas e clubes privados para quem realiza pequenos favores sem qualquer cobrança, exatamente da mesma forma como o faz com rececionistas e outro pessoal da hotelaria existente no seu raio de ação.

Mas este “O Homem da Noite” tem uma variante mais exuberante e apimentada, que entra na personalidade dos gigolos e dos conquistadores de charme, onde o papel das damas ganha uma enorme relevância. O amante oculto e misterioso atrai o sexo feminino com a luz atrai as traças, tornando-o irresistível. Este, contudo, dava por si só muito que contar e possivelmente um capítulo próprio.

Contudo, e porque está na hora de me despedir, essas são contas de outro rosário. Deixo-te um beijo de até amanhã,

Gil Saraiva

 

 

 

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