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Carta à Berta

Carta à Berta é o local dos Desabafos de um Vagabundo, do Senhor da Bruma, essa bruma a que chamam de internet, de um Haragano, o Etéreo, qual cavalo selvagem que galopa entre cartas alegadamente, quiçá, sem fundamentos.

Carta à Berta é o local dos Desabafos de um Vagabundo, do Senhor da Bruma, essa bruma a que chamam de internet, de um Haragano, o Etéreo, qual cavalo selvagem que galopa entre cartas alegadamente, quiçá, sem fundamentos.

Carta à Berta: O Confinamento Parcial

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Olá Berta,

Entrou hoje em vigor em Portugal o chamado “Confinamento Parcial”, uma espécie de confinamento mais apertado, mas muito mais leve do que o da primeira vaga da Covid, destinado aos 121 concelhos do país com maior incidência de infeção por cada cem mil habitantes.

Hoje, no dia em que chegámos ao absurdo número de quase 7.500 infeções em 24 horas e em que pouco faltou para que atingíssemos os sessenta mortos. Se dúvidas havia de que era preciso fazer algo mais, elas hoje ficaram totalmente dissipadas. É quase inexplicável como é que de um dia para o outro foi possível dar um salto de praticamente 5.000 infetados, quase o triplo de ontem.

Já vai sendo tempo de começarem a ser divulgadas as infeções não por concelhos do país, mas por freguesias. Os governantes podem ficar cientes que isso não assusta mais o povo, pelo contrário, torna-o mais consciente da realidade do meio em que se insere.

Se estes números de infetados continuarem neste ritmo assustador tudo o que foi feito até hoje terá sido em vão. Aliás nem haverá bazuca europeia que chegue para a calamidade que invadirá a nação portuguesa.

É necessário agir e já. Ah! Já agora com alguém responsável e com credibilidade que transmita uma imagem de confiança e transparência a dar a cara pelo Governo nas comunicações ligadas à pandemia. Não precisamos de muita gente a comunicar muita coisa e com muitas ideias. Queremos é algo sério, claro e sintético a mostrar claramente o que foi feito, o que falta realizar e o que se espera da população porque, de outra maneira, não vamos lá.

Despeço-me com um beijo de esperança, amiga Berta. Recebe esta carta cheia de carinho do teu amigo de todos os dias,

Gil Saraiva

 

 

 

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