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Carta à Berta

Carta à Berta é o local dos Desabafos de um Vagabundo, do Senhor da Bruma, essa bruma a que chamam de internet, de um Haragano, o Etéreo, qual cavalo selvagem que galopa entre cartas alegadamente, quiçá, sem fundamentos.

Carta à Berta é o local dos Desabafos de um Vagabundo, do Senhor da Bruma, essa bruma a que chamam de internet, de um Haragano, o Etéreo, qual cavalo selvagem que galopa entre cartas alegadamente, quiçá, sem fundamentos.

Carta à Berta: O Colecionador de Beijos - Tema - I/VII

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Olá Berta,

Como deves ter reparado estou a entrar nos últimos beijos do meu livro de ensaio sobre o beijo, “O Colecionador de Beijos”. Como só tenho publicado os beijos e não a restante análise, será por aqui que o farei para que possas entender o enquadramento. Aqui vai:

“O COLECIONADOR DE BEIJOS

A palavra é só uma…

Dedicatória:

Um beijo especial de agradecimento à Marília, que sempre soube ser mulher, companheira, amiga e cúmplice, com um sincero obrigado pela ajuda na primeira revisão do livro, bem como por tudo o mais. Para a Locas nem tenho palavras.

 

O COLECIONADOR DE BEIJOS

 

ensaio jornalístico e literário, de matriz sociológica, do ato de bem beijar

 

Gil Saraiva

2019

 

Tema

 

O ensaio jornalístico e literário, de matriz sociológica, do ato de bem beijar versa o tema das relações humanas, através da forma mais pura: o beijo.  Aborda-se aqui a convivência principalmente entre géneros, mas não só. Com efeito, a partilha de um beijo não se pratica apenas na dualidade masculino versus feminino, ela pode também ser encontrada facilmente no seio familiar, ou em relações minoritárias, como as que existem dentro de um mesmo género. A busca visa uma abordagem sistemática dos chamados beijos bons, os positivos, aqueles que contribuem para o bem-estar íntimo entre dois parceiros ou para a harmonia familiar ou, ainda, para a paz social.

O beijo, principalmente nas civilizações ocidentais, é tão remoto como a história das mesmas. Varia de nomes e funções com o correr dos tempos, mas volve sempre à temática da aproximação entre pessoas. Em casos mais arrebatados, até se encontra entre pessoas e os seus animais de estimação. Ou seja, beijar, tende a gerar laços de contiguidade.

No entanto, ao procurar registos escritos e compilados das diferentes formas de beijar dei-me conta da lacuna. Ora, não chegavam, para minha satisfação, os tradicionais beijos, beijocas e beijinhos que encontrei descritos, de forma avulsa, aqui ou ali na literatura, alguns, até, demasiado sucintamente. Nada disso. Nem muito menos me serviam certos beijos soltos que encontrei em blogs, sites e redes sociais. Havia que compilar, recriar e imaginar um completo universo do maravilhoso enleio de beijar enquanto ato íntimo, social, histórico e cultural. Foi isso o que me propus fazer.

Contudo, apenas se versam aqui, por opção e escolha deliberada, os beijos considerados positivos, excluindo-se os beijos de tendências e práticas minoritárias, ou assim consideradas, como os beijos entre masoquistas, os sádicos e os de “bondage”. Também não se referem os adversos, certos beijos religiosos, ou, ainda, os de cariz negativa, como o Beijo de Caca, o Beijo de Merda, o Beijo Cínico, o Beijo de Judas, o Beijo da Morte, o Beijo Político ou o Beijo de Poder entre outros, que não se enquadram no presente perfil deste ensaio jornalístico, sociológico e civilizacional.

Porém, sempre que um beijo possa ser praticado, enquanto ato de bem-estar, entre duas pessoas, embora pertencente a uma outra categoria, e pese o facto de ser mais frequentemente realizado por outras fações, este será referido e incluirá a presente abordagem sociológica.

Não estamos perante uma coletânea, nem a mesma estaria fechada se o fosse, nem ficam aqui esgotados os beijos ditos positivos. Contudo, mais importante, é este constituir de um primeiro passo em senda de uma realidade que nos é tão próxima.

Enquanto abordagem sistemática procurei não fazer juízos de valor sobre cada um dos diferentes beijos encontrados e transferidos para aqui. Porém, foram revestidos da roupagem devida e apropriada. Era imperativo que todos eles tivessem em comum uma mesma linguagem, uma mesma escrita e um mesmo tipo de apresentação. Carregar para um ensaio uma parafernália de beijos sem os sistematizar e lhes dar um estilo próprio e uniforme parecia-me descabido e desprovido do cunho pessoal que pretendia dar a este estudo sobre o tema. Tentei selecionar aqueles que me pareceram diferentes, originais, criativos, apelativos e tradutores do comportamento sociológico em causa.

Num ensaio de raiz eminentemente social achei relevante apresentar a diversidade em desfavor da quantidade. Se, em vez deste tipo de estudo, no qual a minha própria visão sobre o tema se reflete, eu tivesse querido apresentar um dicionário, então os mais de quatro mil beijos encontrados teriam de ser todos apresentados, correndo, ainda assim, o perigo de deixar escapar da colheita, talvez, mais umas centenas largas de beijos. Contudo, essa não era, de todo, a intenção.

Os 435 beijos selecionados, resumem, devido à forma como foram escritos por mim, os tais 4.000 de que falei atrás. Até porque existem muitos beijos que mais não são do que sinónimos uns dos outros, sem grandes diferenças que não a das palavras utilizadas por cada autor.

O tema que se explora e problematiza aqui versa a relevância de um agir aparentemente simples, como é o beijo, no convívio diário e continuo das gentes no espaço da sociedade ocidental e, mais recentemente, global, graças ao evoluir tecnológico dos últimos quarenta anos.”

Por hoje é tudo, amanhã continuo a enviar-te os textos em falta. Despeço-me com um beijo,

Gil Saraiva

 

 

 

 

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