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Carta à Berta

Carta à Berta é o local dos Desabafos de um Vagabundo, do Senhor da Bruma, essa bruma a que chamam de internet, de um Haragano, o Etéreo, qual cavalo selvagem que galopa entre cartas alegadamente, quiçá, sem fundamentos.

Carta à Berta é o local dos Desabafos de um Vagabundo, do Senhor da Bruma, essa bruma a que chamam de internet, de um Haragano, o Etéreo, qual cavalo selvagem que galopa entre cartas alegadamente, quiçá, sem fundamentos.

Carta à Berta: Novo Incêndio em Campo de Ourique

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Olá Berta,

É comum ouvir-se a expressão: “Não acredito em bruxas, mas, que as há, há!” É precisamente esse o caso do que se anda a passar em Campo de Ourique. Sexta-feira tivemos o incêndio na cobertura do prédio (umas águas-furtadas) na Rua Francisco Metrass, número 59, pelo início da tarde (13, 30). O resultado final foi um edifício dado como inabitável lá para a hora de jantar. Com o piso superior a desabar (interiormente) sobre o piso de baixo.

Relativamente à minha morada, a distância é curta e apenas a Rua Almeida e Sousa me separa da zona do infeliz incidente. Uma distância, em linha reta, bem abaixo dos 100 metros, talvez a uns 30 apenas, mais coisa menos coisa, da minha porta.

Ontem, segunda-feira, 3 dias, 4 horas e 10 minutos depois da deteção do primeiro fogo, temos, segundo me informou o senhor Victor Gil, chefe dos Sapadores de Lisboa de serviço no local, pelas 17,40 da tarde, os Bombeiros foram avisados de um novo incêndio, tendo a primeira viatura chegado ao local apenas 6 minutos mais tarde. No total tratava-se de um edifício com 11 habitações das quais 7 estavam habitadas por um total de 11 pessoas. O fogo, cujas chamas foram filmadas das traseiras do edifício localizado na Rua Tenente Ferreira Durão, na cobertura do número 19, segundo o chefe Victor Gil foi dominado às 19 horas e 12 minutos.

Posteriormente, sempre com o apoio pronto dos Bombeiros Voluntários de Campo de Ourique, passou-se à fase de rescaldo. A ocorrência foi dada como terminada já depois das 20 horas. Entre sapadores, voluntários, proteção civil, polícia municipal e PSP, este fogo teve a intervenção de mais de 50 operacionais. A rua esteve cortada ao trânsito até depois das 21 horas e já se sabe que o prédio está inabitável.

Na internet encontram-se disponíveis vários videoclipes do incidente. Tratou-se de um fogo intenso e teve até direito a ser registado pela objetiva de um drone, segundo fonte do Correio da Manhã.

Este fogo localizado na rua para onde dão as traseiras da minha casa, está localizado, mais uma vez a menos de 100 metros, em linha reta do meu prédio. Qual é a possibilidade de uma coisa destas se repetir desta forma, consecutivamente num espaço de 76 horas de diferença, com esta proximidade e com caraterísticas tão semelhantes às do primeiro incêndio? Vejamos as coincidências.

Dois incêndios seguidos no mesmo bairro, a uma distância de menos de 100 metros um do outro e a menos de 100 horas de intervalo temporal, ambos em coberturas, igualmente ocorridos da parte da tarde, tendo o piso da origem do fogo desabado também no piso debaixo, os dois em portas ímpares, os dois com números terminados em 9, verificando-se como resultado final a inabitabilidade de ambos os locais. A única diferença visível é não se conhecer ainda a origem deste último fogo. Talvez, mais tarde, as peritagens o indiquem.

Por tudo isto é que eu sou levado a repetir, minha querida amiga Berta, nesta hora em que me despeço de ti com o habitual beijo virtual, que: “Não acredito em bruxas, mas, que as há, há!”

Gil Saraiva

 

Nota um dos vídeos pode ser visto em: https://www.cm-tv.pt/atualidade/detalhe/video--chamas-consomem-cobertura-de-predio-em-lisboa-veja-as-imagens

 

 

 

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