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Carta à Berta

Carta à Berta é o local dos Desabafos de um Vagabundo, do Senhor da Bruma, essa bruma a que chamam de internet, de um Haragano, o Etéreo, qual cavalo selvagem que galopa entre cartas alegadamente, quiçá, sem fundamentos.

Carta à Berta é o local dos Desabafos de um Vagabundo, do Senhor da Bruma, essa bruma a que chamam de internet, de um Haragano, o Etéreo, qual cavalo selvagem que galopa entre cartas alegadamente, quiçá, sem fundamentos.

Carta à Berta: Memórias de Haragano - A Revolução Começa na Cama - Parte VI

Berta - 186.jpg

Olá Berta,

Não sei o que achas tu destas minhas divagações entre a cama e o computador, mas são coisas que me vão passando pela cabeça. Coisas para fazer, outras que gostaria de ver feitas ou aquelas que faria se tivesse a capacidade, o poder ou a influência para isso. Coisas, até sonhar que poderia existir uma revolução que começasse na cama, de orquídeas ou que no próximo jogo serei o vencedor do Euromilhões. Porém, está na hora de regressar às memórias:

Memórias de Haragano: A Revolução Começa na Cama – Parte VI

“Já sei, já sei, estás certamente a pensar que deve ser bom. Correto, estou de acordo. Mas inventar um prato assim quando depois a carteira não me permite hoje, e ainda por mais cinco dias, ir sequer beber uma imperial com tremoços, já não é tão engraçado.

Pois é… vida de freelancer. Não me importo se para conseguir um determinado trabalho tenho que começar a conversa com um olá, boa tarde ou se por um oi, tudo bem? Os dialetos servem perfeitamente para que nos possamos comunicar. Mas há coisas de que não consigo gostar ou sobre as quais não me agrada escrever ou sequer referir.

Dou exemplos: Detestava chamar-me Boa Morte. Mas desde quando a morte pode ser boa? Principalmente como nome de alguém. É como estar desempregado e confiar que o meu país me ajuda, sei lá, porque eu sou boa pessoa ou qualquer coisa do género.

Por falar nisso, adorava que a minha casa não tivesse caixa de correio. Odeio a caixa de correio. Não tenho um único amigo que me escreva uma carta ou envie um postal. Sempre que a abro ou sou testemunha à força de um caso que foi parar a tribunal de algo a que assisti há trinta meses atrás e do qual eu já nem me lembro, ou é uma conta para pagar, ou é a auto-promotora-vaidosa-e-peneirenta revista da minha junta de freguesia e do seu bem instalado presidente-deputado, contra o qual não tenho nada a não ser a minha opinião, ou é publicidade de um Reino-Universal-Qualquer que disputa a sua atenção com o folheto do Supermercado. Odeio a Caixa do Correio.”

Por hoje é tudo, deixo um beijo querido, minha querida amiga, espero que o recebas com gosto, este teu amigo diário,

Gil Saraiva

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