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Carta à Berta

Carta à Berta é o local dos Desabafos de um Vagabundo, do Senhor da Bruma, essa bruma a que chamam de internet, de um Haragano, o Etéreo, qual cavalo selvagem que galopa entre cartas alegadamente, quiçá, sem fundamentos.

Carta à Berta é o local dos Desabafos de um Vagabundo, do Senhor da Bruma, essa bruma a que chamam de internet, de um Haragano, o Etéreo, qual cavalo selvagem que galopa entre cartas alegadamente, quiçá, sem fundamentos.

Carta à Berta: Memórias de Haragano - Confissões em Português - Parte VI

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Olá Berta,

Fico satisfeito por teres achado graça à adivinha de ontem. Afinal, mesmo no teu caso que já conhecias as quadras, a explicação do tipo de ambiente em que devem ser declamadas fez-te sorrir de novo. Todavia, escusas de agradecer porque, a haver alguém que tenha de agradecer, sou por certo eu.

Quanto às minhas Confissões, que te têm agradado, aqui segue mais um pouquinho, mais curto do que o costume para não interromper pensamentos ou explicações a meio, pois acho que fica horrível. Assim:

Memórias de Haragano: Confissões em Português – Parte VI

“Alguns riem-se logo outros ficam sem saber muito bem o que dizer. E é nesse momento que se repete devagar a adivinha deixando que os ouvintes, que já sabem a resposta, visualizem cada verso. Desta vez no verso final já não se faz pausa. Pronto, está criado um momento agradável, deu-se nas vistas, não se ofendeu ninguém e por uns instantes fomos o verdadeiro foco de atenção. Agora só têm que se manter ativamente participantes na conversa para continuarem a ter audiência. Simples, não?

Este tipo de desbloqueador de conversa, como se dizia antigamente no programa <<Pão com Manteiga>>, costuma surtir excelentes efeitos. Tenho outro do género que termina com uma jogada de golfe e que fala de pau e bolas, mas é quiçá um pouco mais grosseiro. Vou ficar só pelo primeiro.

Por esta altura tu, que me lês, deves estar a pensar que este livro é muito brejeiro (peço desculpa do uso e do tratamento mais íntimo, por tu, mas é mais afável e fácil de criarmos uma relação de proximidade). De que estavas à espera? Por acaso julgavas que isto era uma coisa mais séria? E agora que já começaste, meu simpático leitor, achas que um livro deste género não teria qualquer hipótese num concurso literário sério. Só que o facto de tu me estares a ler não faz do livro candidato a qualquer concurso, quanto mais literário. Mas eu tenho uma explicação que julgo justificar estes primeiros capítulos, se tiveres a paciência de a leres.”

Não me vou adiantar mais no capítulo, por hoje, pois quero que leias a próxima parte seguida e numa só carta, pelo menos a parte que se segue. Não ficas zangada, minha querida amiga? Espero que não.

As minhas Confissões em Português não são muito longas, até porque não sou pessoa de escrever capítulos intermináveis. Está série que agora te escrevo não ultrapassa sequer a dezena e meia de cartas.

Despeço-me com o usual, que de banal nada tem, beijo diário, com votos de um restante dia bem brilhante para ti, fica-te com as saudades deste teu amigo,

Gil Saraiva

 

 

 

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