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Carta à Berta

Carta à Berta é o local dos Desabafos de um Vagabundo, do Senhor da Bruma, essa bruma a que chamam de internet, de um Haragano, o Etéreo, qual cavalo selvagem que galopa entre cartas alegadamente, quiçá, sem fundamentos.

Carta à Berta é o local dos Desabafos de um Vagabundo, do Senhor da Bruma, essa bruma a que chamam de internet, de um Haragano, o Etéreo, qual cavalo selvagem que galopa entre cartas alegadamente, quiçá, sem fundamentos.

Carta à Berta: Memórias de Haragano - Confissões em Português - Parte V

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Olá Berta,

Ontem terminei a minha carta com uma referência ao produto intestinal do ser humano, fiquei a pensar em como a asneira, minha amiga, pode muitas vezes ser um método eficaz para desanuviar o ambiente. Por isso as memórias de hoje continuam pela mesma temática. Embora já tenhas visto um videoclipe meu apresentando o que vou descrever em seguida, desta vez apresento-te os motivos e a explicação da sua criação. Assim:

Memórias de Haragano: Confissões em Português – Parte V

“Vou agora falar nas atrevidas incursões dos intestinos no nosso quotidiano ou, como dizem os brasileiros, cotidiano, palavra que até me agrada mais por poupar letras. Aproveito a ocasião para relatar como é que eu sempre faço, naquelas alturas em que, na minha vida, tive uma companheira, para abordar a temática do peido, da bufa, do pum, do traque, do flato ou flatulência, do vento ou da ventosidade, do petardo, ou até da bomba atómica, que acabamos, mais cedo ou mais tarde, por largar na frente daquela com quem partilhamos o dia-a-dia.

A malandrice também tem um excelente papel para entabular uma conversação que parece ter dificuldade em arrancar. Deixo uma dica para os que me leem conseguirem desbloquear o ambiente e fazer rir alguns convivas numa festa onde, com uma certa descrição, lhes interesse ser mais visível. Começam por anunciar que têm uma adivinha para o grupo tentar encontrar a solução. Sempre a falar com um ar sério e compenetrado. Depois informam que se trata de uma adivinha em verso, como eram algumas das tradicionais adivinhas de salão.

E principiam (com um ar sereno, mas com um quê de sorridente):

 

<<QUEM É ELA...?>>

 

Senhora do seu nariz...

Rainha do mundo inteiro...

Dos governos a raiz,

Pelos povos paradeiro...

 

Cor de castanha dourada,

Macia, suave ao tato,

No formato variada,

Moldável, foto, retrato,

 

Imagem da criação!...

Serena, fruto fecundo,

Espalhada pelo mundo,

Em qualquer parte, no chão

 

Ou num parque, pela rua,

Tão completamente nua

Sem tabus ou sem receio

Descansando no passeio!

 

Amiga de toda a gente...

Ecologia em pessoa...

Ela é tão simplesmente?

 

(Chegando à questão fazem a pausa interrogativa de espera, como que a aguardar que alguém apresente a solução… após as tentativas falhadas dos convivas, que tentam a todo o custo encontrar uma resposta que rime com pessoa, concluem com um sorriso agora mais aberto):

 

<<- Merda pura e da boa!>>”

 

Não há, cara Berta, melhor forma do que esta para dar por finda uma carta. Despeço-me saudoso, com a amizade bem destacada e um até amanhã rico em saudades, com um beijo bem repimpado,

Gil Saraiva

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