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Carta à Berta

Carta à Berta é o local dos Desabafos de um Vagabundo, do Senhor da Bruma, essa bruma a que chamam de internet, de um Haragano, o Etéreo, qual cavalo selvagem que galopa entre cartas alegadamente, quiçá, sem fundamentos.

Carta à Berta é o local dos Desabafos de um Vagabundo, do Senhor da Bruma, essa bruma a que chamam de internet, de um Haragano, o Etéreo, qual cavalo selvagem que galopa entre cartas alegadamente, quiçá, sem fundamentos.

Carta à Berta: Memórias de Haragano - Confissões em Português - Parte I

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Olá Berta,

Ao contrário do que fiz com o capítulo anterior das Memórias de Haragano, <<A Revolução Começa na Cama>>, em que deixei as atualizações de dados e de contextos de fora do texto original, usando a abertura da carta e a despedida para efetuar os devidos acertos ou reparos, decidi neste capítulo, inverter o processo. Embora vá manter alguns apartes fora do conteúdo, tudo o que possa constituir uma atualização do texto passou a integrar o mesmo. É como se este capítulo tivesse um <<upgrade>> para Confissões em Português, versão 2020. Mas vamos, portanto, às confissões. Assim:

Memórias de Haragano: Confissões em Português – Parte I

“Não fiquem surpreendidos pelo título. Português parece óbvio demais para servir de classificativo às confissões, mas tem mais que se lhe diga. Realmente o óbvio é apenas e unicamente o facto de ser esta a nossa língua. A que usamos para nos entender e comunicar. Absolutamente verdade. Porém, também é certo que, sendo à partida uma língua latina, ela é, das que derivam do Latim, a mais complexa e bem elaborada de todas elas.

Somos a quarta língua mais falada do mundo, embora tarde a ser-nos dada, internacionalmente, a relevância que efetivamente possuímos. Mas, por incrível que possa parecer, nunca aparecemos listados como tal, é-nos atribuído no ranking mundial, dependendo de onde parte o estudo, o sexto ou sétimo lugar e, às vezes, até o oitavo lugar, sempre com cerca de 228 milhões de falantes, mais coisa, menos coisa.

À nossa frente aparece muitas vezes o Hindi, porque só a Índia tem bem mais de um bilião de habitantes, mas, o que os estudos do país mostram é que, o Hindi é apenas uma das 22 línguas oficiais reconhecidas pelo próprio governo indiano, sendo que falantes de Hindi estão apenas contabilizadas cerca de 182 milhões de pessoas, menos até que os que usam o Bengali que alcança os 189 milhões.”

Como se costuma dizer há muita maneira de cozinhar o bacalhau, minha querida Berta, contudo, não vale tudo para nos pormos em bicos dos pés, numa tentativa de reconhecimento de importância. A língua Hindi e a Bengali, estão confortavelmente instaladas no top 10, entre as diferentes 7 mil línguas oficialmente reconhecidas enquanto tal, pela UNESCO. Isso é que deveria ser o dado mais relevante para os indianos.

Por hoje é tudo, espero que este novo capítulo, que nada tem a ver objetivamente com o anterior, seja do teu interesse, pelo menos com a divertida intensidade do outro. Aí pelo Algarve o Covid tem estado bem mais calmo do que aqui em Lisboa. Faz 5 dias, mais coisa menos coisa, que quase todos os casos são da zona de Lisboa. É certo que não são propriamente de Campo de Ourique, que se saiba, mas, sendo eu um cidadão de risco ainda vou continuar mais um tempo a ver o meu Bairro pela janela. Cara Berta, deixo-te um beijo de amigo, deste que está e estará sempre ao teu dispor,

Gil Saraiva

 

 

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