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Carta à Berta

Carta à Berta é o local dos Desabafos de um Vagabundo, do Senhor da Bruma, essa bruma a que chamam de internet, de um Haragano, o Etéreo, qual cavalo selvagem que galopa entre cartas alegadamente, quiçá, sem fundamentos.

Carta à Berta é o local dos Desabafos de um Vagabundo, do Senhor da Bruma, essa bruma a que chamam de internet, de um Haragano, o Etéreo, qual cavalo selvagem que galopa entre cartas alegadamente, quiçá, sem fundamentos.

Carta à Berta: Livro - O diário Secreto do Senhor da Bruma - III - Conversas com a Consciência - Os Pensadores - 2) Chris Anderson - Parte I

(continuação – III – 5)

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                                                                                                                                                                                                                                                Chris Anderson

Olá Berta,

Espero que o calor a mais não seja em demasia para ti. Sei que gostas de tempo quente, contudo, apesar disso, não sei se as atuais temperaturas não são excessivas até para ti. Estando de férias e no Algarve, num local perto do mar, imagino que deva ser mais fácil de aplacar a soalheira que se tem feito sentir.

Retomo o Diário Secreto do Senhor da Bruma para te apresentar, em 2 partes, o meu próximo pensador de eleição. Estou a falar de um homem da minha idade, produzido e nascido em 1961. Apesar da admiração que tenho por ele, pode não ser, para terceiros, uma opção evidente, mas é absolutamente relevante no meu modesto entender.

Estou a falar de Chris Anderson, o segundo dos meus pensadores selecionados. O homem das ideias mirabolantes que fizeram muita gente ter de repensar muita coisa que, até ele, davam como pontos assentes e resolvidos. Em termos de manifestação e pensar é um dos últimos a despontar neste panorama das minhas 9 escolhas.

Com efeito, a sua influência manifesta-se em 2004, já neste século e milénio, mas é em 2006 que ela se torna evidente como um todo. Para a existência da sua estranha abordagem do mundo muito se fica a dever ao tipo de formação académica escolhida. Vamos então à apresentação:

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III

Conversas com a Consciência

Os Pensadores

2) Chris Anderson – Parte 1/2

(continuação – III – 5)

Abril, dia 9:

2) Chris Anderson (09/07/1961) – Jornalista, cientista, empresário e pensador:

Chris nasceu em Londres, em julho de 1961, mas cedo, não por sua opção, se viu a viver no novo mundo. Os pais mudaram-se para os Estados Unidos da América tinha ele apenas 5 anos de idade. Cresceu num lar tipicamente britânico influenciado por um ambiente totalmente americano. Formado no campo da escrita e da comunicação em conjunção perfeita com a ciência Chris Anderson graduou-se em física pela Universidade George Washington e dividiu o seu estudo em complementar a sua formação em mecânica quântica e jornalismo científico na Universidade da Califórnia, em Berkeley. Muito relevante ainda foi o seu trabalho como pesquisador no Laboratório Nacional de Los Alamos.

Abril, dia 10:

Anderson é, na essência, um aglutinador das ideias extravagantes para o futuro. A sua dupla formação permitiu-lhe desenvolver uma visão ímpar da vida, da sociedade e da evolução em curso. A sua frase: “A tecnologia chega sempre. Estamos programados para criar o futuro, seja ele mau ou bom.”, é disso bem demonstrativa. Com efeito, é graças à sua multidisciplinariedade que as suas ideias ganham forma e se criam, em lógicas até aí por imaginar ou desenvolver.

Abril, dia 11:

De notar que o jornalista, Chris Anderson, iniciou a sua carreira, enquanto editor, em 2 das mais prestigiadas revistas científicas, onde se manteve durante 6 anos, estou a falar dos magazines “Nature” e “Science”. A dupla nacionalidade foi também uma mais valia preciosa nas suas transições entre a América e o Reino Unido. Posteriormente, esteve sete anos, desde 1994, no “The Economist”, tendo repartido o seu local de trabalho por cidades como Londres, Hong Kong e Nova Iorque, alternando o seu papel nas publicações entre vários cargos, nomeadamente desde Editor de Tecnologia a Editor de Negócios, sendo que este último posto só foi ocupado aquando do seu regresso aos Estados Unidos da América e a Nova Iorque.

Abril, dia 12:

Foi em 2001, aos 40 anos, que a qualidade de Chris e o seu espírito analista desaguou num mar da genialidade. Com efeito esse foi o ano em que Chris Anderson passou a integrar a equipa da Revista WIRED, na qualidade de editor-chefe. Por aí se haveria de manter até 2012, apenas tendo saído para fundar a sua própria empresa, a 3D Robotics onde ainda hoje se mantém. Contudo, não é toda esta atividade que, para mim, faz dele um dos grandes pensadores dos últimos 120 anos. São sim, principalmente, os 3 artigos fundamentais que publica enquanto editor que, posteriormente geram 3 livros onde sentimos que existe um articular do mundo que foge à normalidade padrão a que estamos acostumados.

Abril, dia 13:

Uma comparação apareceu inúmeras vezes associada a Chris Anderson. Dizia-se que: “se o futuro tem uma igreja, esta é a revista americana Wired. Quanto ao seu sumo pontífice este só tem reconhecimento de existência na pessoa do editor do magazine”. Com efeito, a manipulação dos conceitos de ciência, tecnologia e economia, recombinados por Anderson deram lugar a teses mirabolantes e geralmente polémicas. Numa altura em que existiram tantos génios do pensamento, em muitas áreas, que influenciaram a própria filosofia e a sociologia, bem como as teorias do comportamento, as minhas escolhas podem parecer estranhas a quem um dia dê com este meu diário, mas são, efetivamente, aquelas que mais me influenciaram na formação do meu pensar. 

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Deixo para amanhã o conteúdo do pensamento de Chris Anderson, que, de uma forma abstrata, se pode quase resumir aos seus 3 primeiros fabulosos livros, entre os quais, o primeiro, é absolutamente impactante e o mais relevante dos 3. Para entender o que digo não sei se bastará o que te irei descrever amanhã, mas vou fazer um esforço para que assim possa acontecer.

Se, pelo menos, conseguir que fiques com uma ideia já me dou por satisfeito. Por hoje registo a minha despedida, completamente saudoso da tua companhia e sorriso, oferecendo-te um beijo deste com quem podes contar para o que der e vier,

Gil Saraiva

 

 

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