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Carta à Berta

Carta à Berta é o local dos Desabafos de um Vagabundo, do Senhor da Bruma, essa bruma a que chamam de internet, de um Haragano, o Etéreo, qual cavalo selvagem que galopa entre cartas alegadamente, quiçá, sem fundamentos.

Carta à Berta é o local dos Desabafos de um Vagabundo, do Senhor da Bruma, essa bruma a que chamam de internet, de um Haragano, o Etéreo, qual cavalo selvagem que galopa entre cartas alegadamente, quiçá, sem fundamentos.

Carta à Berta: Estava-se Mesmo a Ver... parte II. Eis o "LOCKDOWN!"

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Olá Berta,

Estava-se mesmo a ver… parte II. Eis o LOCKDOWN!!!

Este seria um excelente título para a sequela da carta que te enviei no passado dia 18 de janeiro deste ano. Como qualquer sequela e, pior ainda, apresentada, logo de rajada, passados que são apenas três dias do primeiro “Estava-se mesmo a ver…” chegou a Portugal o “Lockdown!” à séria, porque não há mais desculpas.

O Governo faz regressar as medidas de março, mas desta vez vestidas a rigor. Seja isso para os rigores do inverno, seja porque quer ser levado a sério por toda a população quando fala de confinamento, seja para recuperar o respeito político que estava a perder não apenas por parte da população, mas também pelos outros partidos com assento parlamentar e para lamentar.

A diferença entre o grande confinamento de março e o atual estará, logo à partida, na atuação fiscalizadora das forças da ordem, como no peso oneroso das coimas, bem mais robusto, para quem não cumprir o confinamento agora reforçado uma vez mais.

Numa semana passámos de um confinamento, que a crítica apelidava de “light”, para um verdadeiro “Lockdown”, porque há terceira costuma ser de vez, ou mesmo, porque não existem, na realidade, mais alternativas.

Estava-se mesmo a ver… parte II. Eis o LOCKDOWN!!!

Se pensarmos retrospetivamente, em março, o primeiro confinamento não foi um verdadeiro “lockdown”, muito devido à forma fofinha, solidária, ordeira e de receio pelo desconhecido em que foi instalado. Não tivemos a fiscalização a multar ou a deter os prevaricadores, mas apenas a aconselhar os cidadãos a ficarem em casa, esclarecendo dúvidas e explicando de modo quase ternurento o que o confinamento significava e porque era importante estarmos todos alinhados.

Estava-se mesmo a ver… eis o “LOCKDOWN!” Prazos dos tribunais suspensos, lojas de cidadão encerradas e escolas integralmente fechadas. Tudo a somar às medidas da passada sexta-feira, a que se somam as de dia 18 e agora, finalmente, estas de hoje, que deverão entrar em vigor já amanhã, tudo com um acréscimo de medidas de vigilância e atuação por parte das forças da ordem.

Minha querida Berta, os 221 óbitos de hoje, com mais 13.544 casos ativos e os internados Covid em cuidados intensivos a subir acima dos 700 (702 para ser preciso), acabaram por ditar este novo confinamento geral, independentemente de António Costa usar a estirpe britânica como desculpa ou argumento para o mesmo. Mais uma vez, não leves a mal ter aproveitado a tua carta para fazer este resumo de situação. Despeço-me com um beijo,

Gil Saraiva

 

 

 

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