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Carta à Berta

Carta à Berta é o local dos Desabafos de um Vagabundo, do Senhor da Bruma, essa bruma a que chamam de internet, de um Haragano, o Etéreo, qual cavalo selvagem que galopa entre cartas alegadamente, quiçá, sem fundamentos.

Carta à Berta é o local dos Desabafos de um Vagabundo, do Senhor da Bruma, essa bruma a que chamam de internet, de um Haragano, o Etéreo, qual cavalo selvagem que galopa entre cartas alegadamente, quiçá, sem fundamentos.

Carta à Berta: DGS condena à morte o Desporto em Portugal. (o que vai ser do Clube Atlético de Campo de Ourique - CACO?)

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Olá Berta,

Hoje, por causa das últimas notícias da DGS relativas ao Desporto, estava a pensar num clube pelo qual tenho um especial carinho. Estou a falar do CACO, o Clube Atlético de Campo de Ourique. O que vai ser desta gente se a DGS não alterar o seu comportamento? E o Ginásio Clube Português? E os Alunos de Apolo? E tantos outros pelo meu bairro e pelo país fora. Como poderão desenvolver-se as modalidades? Quem suportará a imensidão de testes à Covid requerida pela Autoridade de Saúde?

Aliás, generalizando, amiga Berta, sabias que existem em Portugal quase 700 mil atletas federados? É uma quantidade imensa de gente que faz mover o país como não fazia há 20 anos atrás, onde os praticantes eram menos de 50% do número atual. Se juntarmos a estes, aqueles que criaram os seus negócios e serviços para poder servir os desportistas e se lhes juntarmos a malta da dança, da música e dos eventos, e todos os que se movimentam à sua volta, estamos a falar de mais de 25% da população portuguesa.

Ora a DGS, fechada na sua sapiente redoma de idiotas intelectuais, está a condenar à morte o Desporto em Portugal. A quantidade de condições impraticáveis, que anunciou para que o desporto possa retomar, de alguma forma, à vida das populações, está a pôr em perigo eminente hábitos saudáveis e ativos com mais de 20 anos.

Ninguém diz que não devem ser tomadas medidas e cautelas para evitar a propagação da pandemia. Agora, criar normas e regras, para uma área tão vasta, sem ouvir os intervenientes, é absolutamente obtuso e absurdo, até mesmo intolerável.

Estará a DGS a apelar à desobediência civil? Quererá a DGS criar uma guerra aberta com mais de um quarto do país? O que se passa no mundo estranho e “pseudo-visionário” de Marta Temido e Graça Freitas?

Terá o poder subido à cabeça destas senhoras? Por favor, pela saúde e bem-estar de todos, regressem ao bom senso. Falem com as federações, as confederações, até mesmo com as associações, empresas do setor, sindicatos, todos os que sejam úteis, e o quanto antes, para não se verem com uma crise nacional de insurreição, dentro de pouco tempo, entre mãos.

O povo português é calmo, sereno e tolerante. Todos sabemos disso. Porém, não admite ser pisado e tratado sem respeito por muito tempo. Mais de dois terços das normas da DGS são inconstitucionais, violam descaradamente direitos fundamentais numa altura em que não existe um estado de emergência declarado, que as justifique. Isto tem de acabar o quanto antes. É preciso inteligência ativa no seio do Governo e muito rapidamente.

Nos termos presentes, a DGS condena à morte o Desporto em Portugal. Todavia, arrisca-se a mais cedo ou mais tarde ter de se sentar no banco dos réus. A pena de condenação efetiva sucederá, certamente, pouco depois. Deem um passo atrás enquanto é tempo. Não fiquem sentados de camarote à espera que o povo se revolte. Ele já foi paciente com a brincadeira de põe e tira máscara de Graça Freitas e do seu chorrilho de asneiras na altura.

Por favor governantes deste país não estiquem mais a corda, porque na ponta pode estar um laço, que se vai apertando, e que poderá vir a ser a vossa condenação à forca popular. Ganhem juízo e senso enquanto há tempo. Tomem todas as medidas que tiverem de ser tomadas, porém com a devida ponderação e consultando sempre os setores afetados. É negligência e soberba não ouvir os interessados ou os seus representantes antes de anunciar comportamentos, normas e medidas. As coisas têm de ser exequíveis, ponderadas e delineadas cuidadosamente.

A DGS não é o Ministério da Agricultura, nem as pessoas podem ser tratadas como varas de porcos ou manadas de gado que se mandam abater. O respeito mútuo tem de ser um prossuposto imperativo.

Além disso, eu quero ver o CACO jogar, quer ganhe ou perca, principalmente no Hóquei em Patins, uma das modalidades mais queridas dos portugueses. O que vamos dizer às crianças? O que podem fazer clubes como estes que mal sobrevivem no contexto atual, e se sobrevivem é à custa do esforço conjunto dos seus dirigentes, atletas e apoiantes? O que mais quer a DGS deles?

Mais não digo, minha muito querida Berta, sinto-me triste por ver o desrespeito como o povo a que pertenço tem sido tratado. É preciso agir e quanto antes. Recebe um beijo de despedida, deste teu velho amigo,

Gil Saraiva

 

 

 

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