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Carta à Berta

Carta à Berta é o local dos Desabafos de um Vagabundo, do Senhor da Bruma, essa bruma a que chamam de internet, de um Haragano, o Etéreo, qual cavalo selvagem que galopa entre cartas alegadamente, quiçá, sem fundamentos.

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Carta à Berta: Coronavírus: O Codid-19-1 e Covid-19-2....

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Olá Berta,

Esta carta hoje serve para te contar aquilo que até aqui, durante já quase 3 meses, era perfeitamente desconhecido de nós, os comuns mortais. Poderás estar intrigada com o que te estou a escrever, porém, não fiques, porque faço questão de te esclarecer já de seguida.

Segundo as últimas novidades em termos de investigação ao novo Coronavírus, ou Covid-19, afinal não sabíamos tanto como pensávamos e o que pensávamos que sabíamos já não era muito. Se bem que o vírus continue a ser o Coronavírus, e a doença que provoca tenha passado a ser apelidada de Covid-19, vou, para não te gerar confusão, amiga Berta, tratar o vírus pelo novo nome da doença, ou seja Covid-19.

Assim, com efeito, o Covid-19 não são um, mas dois vírus, bem diferentes um do outro. Para já, e enquanto não há nomes oficiais, digamos que se tratam de gémeos. Ambos terão nascidos juntos, mas, enquanto o Covid-19-2 é, aquilo a que podemos chamar, um gémeo bom, o Covid-19-1 apresenta-se como o gémeo mau.

Traduzindo por miúdos, apenas o Covid-19-1 mata e apenas este Covid-19-1 causa as infeções mais graves e os maiores problemas entre humanos. Quer isto dizer que, com a existência de 2 estirpes, absolutamente distintas, uma que provoca ligeiros problemas muito semelhantes à gripe normal e a outra tem uma enorme capacidade assassina, caem por terra todas as estatísticas e estimativas que foram feitas até aqui pela Organização Mundial de Saúde e pelos governos e serviços de saúde do mundo inteiro. A China foi quem anunciou a descoberta das 2 estirpes e a OMS já se encontra na posse desses dados.

Graças a isso em breve devemos começar a ter que distinguir, diria a 2 cores, nos mapas de contaminação global o comportamento diferenciado dos gémeos. Esta descoberta ajudará a distinguir a distribuição das estirpes pelo planeta e onde se encontra realmente o Covid-19-1.

Dou-te um exemplo. Portugal, que já tem 8 infeções detetadas e confirmadas até ao momento, pode muito bem ainda não estar ninguém infetado pelo Covid-19-1. Contudo, este gémeo, a que eu chamei de Covid-19-1, afeta 70% dos infetados e é responsável por todas as mortes existentes até ao momento, exceção feita aos pacientes cujo quadro clínico tem outros problemas, de tal forma graves que até a gripe normal seria capaz de gerar um óbito.

Se pode ser um alívio informar o mundo que o Covid-19-2, não mata, em condições normais de saúde por parte dos pacientes, já a população em geral infetada com o Covid-19-1 vê a sua taxa de mortalidade aumentada para os 5% em vez dos anteriores 3,5%. Por outro lado, quanto à mortalidade na faixa etária de 80 ou mais anos, esta galopa para uns assustadores 21,5%. O que quer dizer que mais de 1 em cada 5 afetados com o Covid-19-1, com 80 ou mais anos, falecerá.

Porém, os cientistas no Brasil falam em mais outras 2 estirpes, digamos filhas, a título ilustrativo, do Covid-19-1. Essas estirpes são apenas 2 mutações do vírus inicial, e os estudos indicam que uma é alemã e a outra italiana. Também, segundo consegui apurar, apenas o genoma do Covid-19-1 foi mapeado. O que quer dizer que ainda não existe descodificação para o Covid-19-2 e para os Covid-19-1A (de Alemanha) ou para o Covid-19-1I (de Itália).

Convém esclarecer que esta visão que apresento é apenas alegadamente verdadeira, ou seja, não passa da minha interpretação das notícias que tenho, enquanto jornalista freelancer, recebido no email e investigado pelos meios que me são permitidos. Aliás, embora eu não entenda muito bem porquê, o máximo que as organizações de saúde e investigação fizeram até agora foi dizer que, das 2 estirpes iniciais, uma é muito mais agressiva do que a outra. A conclusão que apenas o Covid-19-1 pode matar pessoas aparentemente saudáveis à data da sua contaminação viral é minha, embora fundada naquilo que me parece credível face às notícias e informações recebidas.

Espero, minha querida amiga, que tenhas ficado um pouco mais esclarecida. Despeço-me com um beijo,

Gil Saraiva

 

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