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Carta à Berta

Carta à Berta é o local dos Desabafos de um Vagabundo, do Senhor da Bruma, essa bruma a que chamam de internet, de um Haragano, o Etéreo, qual cavalo selvagem que galopa entre cartas alegadamente, quiçá, sem fundamentos.

Carta à Berta é o local dos Desabafos de um Vagabundo, do Senhor da Bruma, essa bruma a que chamam de internet, de um Haragano, o Etéreo, qual cavalo selvagem que galopa entre cartas alegadamente, quiçá, sem fundamentos.

Carta à Berta: Cansado - Parte I/IV

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Olá Berta,

Mais uma vez vou fazer um intervalo ao capítulo dos meus pensadores prediletos dos últimos 120 anos, por uns dias. Estou numa onda de desabafos. Não há qualquer obrigação em te enviar tudo de uma vez e, nesta altura, considero que está demasiado calor para filosofias. Não te rias, acho que tudo tem de ser feito quando nos apetece e, nesta altura, depois de ter falado de Agostinho da Silva, não me apetece introduzir um novo pensador na ribalta do meu pensamento.

No dia de hoje estou apenas cansado de Covid-19, de pandemia, de centenas de novos casos diários em Portugal e de milhares no Brasil a cada dia. Aliás, estou empanturrado de máscaras, confinamento social, distanciamento social e mais o raio que os parta a todos esses afeminados termos, que visam mitigar a essência humana da evidência de sermos um ser social antes, muito antes, de tudo o resto.

A comunicação social (e não a culpo, pois ela tem de fazer o seu papel) navega agora entre incêndios e o comentário gasto da pandemia. Tenta, a todo o custo, despertar a atenção dos telespectadores para a cada vez mais enfadonha chatice de passar a vida a relatar os mesmos temas a todas as horas. Parece um ciclo temático de fado.

Às segundas, quartas e sextas, os noticiários abrem com um lar ou uma fábrica com mais um foco de infeção e, às terças e quintas, temos as manchetes do fogo alegadamente perpetrado por mão criminosa, ficando para o fim-de-semana o rescaldo dos 5 dias anteriores. É claro que a realidade não é exatamente esta, mas até podia ser. Não importa a sequência, o que se torna evidente é a grande seca que tudo isto significa.

Por falar em seca, este tema deve, rapidamente, começar a ascender aos lugares do pódio dos arautos da chatice e da desgraça. Sim, sim, a seca é o terceiro grande flagelo do presente século em Portugal.

Sabes que mais Berta, só de falar nestes 3 assuntos, sequei. Despede-se com um beijo, este teu amigo, 

Gil Saraiva

 

 

 

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