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Carta à Berta

Carta à Berta é o local dos Desabafos de um Vagabundo, do Senhor da Bruma, essa bruma a que chamam de internet, de um Haragano, o Etéreo, qual cavalo selvagem que galopa entre cartas alegadamente, quiçá, sem fundamentos.

Carta à Berta é o local dos Desabafos de um Vagabundo, do Senhor da Bruma, essa bruma a que chamam de internet, de um Haragano, o Etéreo, qual cavalo selvagem que galopa entre cartas alegadamente, quiçá, sem fundamentos.

Carta à Berta: Campo de Ourique - Evolução Covid-19 - Votação sobre o dia de Aniversário do Bairro

Campo de Ourique 2.JPG

Olá Berta,

Peço imensa desculpa, sei que estás curiosa por saber qual é o meu próximo pensador, e que já deveria ter dado continuidade ao Diário Secreto do Senhor da Bruma. É verdade e tens razão. Quando assim é não há muito mais a acrescentar em jeito de desculpas, uma vez que, efetivamente, elas não existem.

Contudo, há assuntos que queria referir e que não pretendia mesmo deixar cair no esquecimento. Eles têm surgido, uns atrás dos outros, em catadupa e não há como evitá-los. Espero, já amanhã, retomar o diário. A não ser que por ironia surja algo importante.

Ora eu, que quando penso que existem motivos para criticar não me coibo de o fazer, também estou disposto em dar a mão à palmatória quando, mesmo contra algumas das minhas perspetivas, as coisas correm de forma diferente, para melhor, daquilo que eu previa ou vaticinava. É o caso do tema de hoje.

Não é uma temática muito original, nem sei sequer quantas cartas para ti, amiga Berta, já dediquei ao Covid-19, mas foram bastantes, e hoje é mais uma delas. Embora esteja em pulgas para me referir ao caso específico de Campo de Ourique, vou começar do geral para o particular. Aliás, vou tentar ser sucinto e não partir para grandes devaneios, porém, quero deixar bem claro que tiro o meu chapéu à DGS.

Com efeito, a Direção Geral de Saúde, por competência efetiva, sorte ou mero acaso, nem importa qual das situações ocorreu, conseguiu um feito notável e nada esperado por este atento observador. Prefiro pensar, apesar de tudo, que o feito se deveu efetivamente à competência e não a um qualquer acaso.

Ora, relembro aqueles que se possam ter esquecido, nos 2 últimos dias de abril, do corrente ano, Portugal ocupava a décima quarta posição nos 213 países e territórios com casos de pandemia no mundo. Hoje, 3 meses e 3 dias depois, se tudo correr normalmente, devemos passar a ocupar o lugar 45 de um ranking em que descer é muito mais valorativo e importante do que subir.

Mas, mais relevante ainda é que, dos países com a mesma população que nós ou superior à nossa, atingimos a trigésima sétima posição, quando antes estivemos colocados no triste top 10. Aliás dos países com igual ou maior número de habitantes que Portugal, em termos de testes à população, só temos à nossa frente, em percentagem de testagem por milhão de habitantes, o  Reino Unido, a Rússia, os Estados Unidos da América e, nós, estamos num muito honroso quarto lugar, quando já estivemos quase no fim da tabela possível.

Tudo isto demonstra um trabalho gigantesco que tem vindo a ser feito pelo Governo e pela DGS a quem tenho efetivamente que elogiar neste momento.

Não farei o mesmo à Ministra da Cultura, pois a triste senhora devia estar colocada noutro Ministério, talvez o dos Estrangeirismos despropositados como o “drink” do outro dia em que se falava do estado deplorável em que se encontram muitos dos intervenientes do setor.

Finalmente o particular. Soube, de fonte fidedigna, que Campo de Ourique baixou, para menos de metade, o número de casos ativos que registava há uns 17 dias atrás. Uma recuperação assinalável que não podia deixar de evidenciar, nem de manifestar o meu vivo aplauso. Com efeito, é preciso uma boa consciencialização de todos para que algo deste género se consiga. Isto demonstra que a minha aldeia no meio de Lisboa se mantém atenta, embora, como em todo o lado, surjam, aqui e ali, alguns imbecis dispostos a contrariar a tendência.

Aproveito a ocasião para lembrar os utentes dos grupos de Campo de Ourique para o voto que se manterá ativo até final de agosto, no dia de aniversário de Campo de Ourique. Relembro aqui as datas possíveis, para votar é procurar o meu post do passado dia 16 de julho e efetuar a votação na opção pretendida. Todo o sistema e o que está em causa vem explicado na minha publicação desse dia.

Para os que desejem participar relembro que a votação termina no dia 31 de agosto e que só voltarei a fazer referência à escolha, no próximo dia 14 de agosto. Não deixem de participar.

O resultado será publicado, em todos os grupos participantes, a 4 de setembro.

DATAS PROPOSTAS PARA O ANIVERSÁRIO DE CAMPO DE OURIQUE E SUA ORIGEM:

  1. 5 de julho => Criação oficial, por atribuição de moradas aos primeiros residentes permanentes e instalados, do Bairro de Campo de Ourique, em 5 de julho de 1880.
  2. 12 de janeiro => Nomeação primeira, efetuada de forma oficial, da designação de “Bairro de Campo de Ourique” pela Câmara Municipal de Lisboa. 12 de janeiro de 1880.
  3. 15 de novembro => O projeto que dera entrada no mês anterior teve a sua aprovação oficial por parte da Câmara Municipal de Lisboa em 15 de novembro de 1878.
  4. 18 de outubro => Entrega na Câmara de Lisboa do 1.º Projeto de Edificação para a Tapada do Campo de Ourique em 18 de outubro de 1878.
  5. Nenhuma delas => Não acho nada disso relevante e Campo de Ourique passa bem sem aniversário.

Nota: Apenas o grupo “Nascemos Felizes em Campo de Ourique” não participou, pois não consegui a adesão, em tempo útil, ao grupo conforme tinha planeado.

 

Hoje fico-me por aqui, recebe um beijo deste teu amigo eterno, minha querida Berta, contigo sempre na memória me despeço, este que sempre te recorda,

Gil Saraiva

 

 

 

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