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Carta à Berta

Carta à Berta é o local dos Desabafos de um Vagabundo, do Senhor da Bruma, essa bruma a que chamam de internet, de um Haragano, o Etéreo, qual cavalo selvagem que galopa entre cartas alegadamente, quiçá, sem fundamentos.

Carta à Berta é o local dos Desabafos de um Vagabundo, do Senhor da Bruma, essa bruma a que chamam de internet, de um Haragano, o Etéreo, qual cavalo selvagem que galopa entre cartas alegadamente, quiçá, sem fundamentos.

Carta à Berta: Adeus 2020!

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Olá Berta,

É normal desejarmos um ano superior ao anterior às pessoas a quem queremos bem. Seja em que setor da vida humana for este voto significa que desejamos que a pessoa a quem o dirigimos consiga superar objetivos, esperanças e expetativas relativamente ao ano que se encontra prestes a terminar.

Este desígnio de energias positivas para com alguém, embora seja repleto de boas intenções, não é, contudo, nenhuma via rápida para que o desejo se torne realidade. Na verdade, é apenas uma formulação solidária e nada mais do que isso.

Mesmo quando afirmamos esperar, em abstrato, que um ano seja melhor que o anterior, sem dirigirmos este voto seja a quem for, esta vontade apenas traduz, de forma simples, a nossa solidariedade e fraternidade para com o mundo que nos rodeia.

Ora, mesmo assim, amiga Berta, é imbuído desse espírito fraterno e solidário que te desejo um bom ano de 2021, melhor, muito melhor do que aquele que se finda. Dito isto, e embora o possamos estar a desejar do fundo do coração, 2021 não promete poder vir a ser muito melhor do que o famigerado 2020. Afinal, trata-se de um ano que, dando o país como exemplo, se inicia a bater recordes de infeções por Covid-19, com uma economia a rasar o desastre e a rotura.

É claro que podemos argumentar que a vacina já chegou e que os fundos que nos vêm da Europa vão ajudar a repor os níveis financeiros e económicos em índices mínimos ou, pelo menos, aceitáveis no caminho da recuperação e da normalização da vida nacional.

Só que, como em tudo na vida, as coisas não acontecem de um momento para o outro. A imunidade de grupo no país, e com tudo a correr sobre rodas, nunca chegará antes de outubro de 2021. Já a economia poderá ainda ser bem mais demorada no seu trajeto de regularização. Muitos setores foram feridos de morte e os mortos não recuperam. O que pode acontecer é que, sobre o sangue derramado, nasçam novos projetos, novas empresas, novas dinâmicas, que poderão ajudar o país a levantar-se.

Porém, isso leva tempo e vai certamente consumir os 365 dias que o ano nos oferece. Assim sendo, 2021 continuará a ser um ano de dificuldades e, em grande parte, de tragédia face à onda de choque iniciada em 2020. Todavia, já 2022 promete poder começar realmente bem mais positivo que o anterior biénio. Para isso, este ano de 2021, vai ter de correr muito bem no que respeita à vacinação e à utilização dos fundos da União Europeia.

Portanto, querida amiga, os meus votos para 2021 são, mais que tudo, um desejo de que o dinheiro que chega seja realmente bem investido e que as vacinas corram de acordo com o projetado.

Se assim acontecer 2021 já terá cumprido, e muito bem, o seu principal desígnio. Despede-se saudoso este teu amigo, com um beijo franco de amizade solidária e fraterna, sempre ao teu dispor,

Gil Saraiva

 

 

 

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