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Carta à Berta

Carta à Berta é o local dos Desabafos de um Vagabundo, do Senhor da Bruma, essa bruma a que chamam de internet, de um Haragano, o Etéreo, qual cavalo selvagem que galopa entre cartas alegadamente, quiçá, sem fundamentos.

Carta à Berta é o local dos Desabafos de um Vagabundo, do Senhor da Bruma, essa bruma a que chamam de internet, de um Haragano, o Etéreo, qual cavalo selvagem que galopa entre cartas alegadamente, quiçá, sem fundamentos.

Carta à Berta: A Recandidatura de António Guterres

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Olá Berta,

António Guterres, Secretário-Geral da Organização das Nações Unidas, apresentou publicamente a sua recandidatura a novo mandato à frente da ONU, se for eleito manteremos um português até 2027 à frente da mais prestigiada organização mundial e logo no topo da pirâmide, no mais alto cargo internacional.

Pessoalmente, amiga Berta, agrada-me a ideia de termos durante uma década um português à frente da ONU, que, no entretanto, já colocou outros portugueses em outras lideranças de si dependentes, caso de Durão Barroso na vacinação mundial e António Vitorino como Alto Comissário para as Migrações, entre outros. Todos, a acreditar no que diz a imprensa internacional a desempenharem um excelente papel para os cargos para os quais foram designados.

Esta é uma boa fase para a diplomacia portuguesa e para o prestígio do país a nível global. Agrada-me também o facto de serem todos os representantes oriundos do centro político português, ou seja, terem como partidos de origem quer o PS quer o PSD. Pessoalmente, mas isto sou eu, nunca colocaria Durão Barroso à frente de coisa alguma, porém, é um português que acolhe várias simpatias internacionais que podem revelar-se importantes no desempenho do seu cargo, na difícil gestão mundial da vacinação.

Embora eu não seja um defensor de sociedades secretas como as da “Ordem Rosacruz”, da Maçonaria, e de tantas outras, nem o facto de António Guterres ocupar um elevado cargo na hierarquia da Opus Dei me incomoda. Enquanto a prestação do Secretário-Geral da ONU se mantiver ao nível que vem sido demonstrado, bem pode ele subir o que puder e bem entender na dita sociedade secreta que isso pouco me incomoda.

Em Portugal já foram tornados públicos os apoios à recandidatura de Guterres por parte do Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, e do Primeiro-Ministro, António Costa. Ter-me-ia parecido bem se Rui Rio tivesse feito o mesmo, mas, pelo menos que eu tenha dado conta, tal ainda não aconteceu. Julgo, todavia, que esse apoio não tardará, até porque não faria qualquer sentido que assim não fosse. Já no caso dos outros partidos com assento parlamentar não são de esperar quaisquer manifestações nesse sentido, não porque tenham algo contra ou a favor, mas, penso eu, porque estão demasiado ocupados com as suas agendas de reforço político interno.

Para terminar esta carta de hoje, resta-me desejar a melhor das sortes a Guterres, numa altura em que o regresso dos Estados Unidos da América às organizações internacionais pode significar um grande avanço diplomático, em vários dos programas em curso. Com isso me despeço, deixo um beijo de até amanhã,

Gil Saraiva

 

 

 

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