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Carta à Berta

Carta à Berta é o local dos Desabafos de um Vagabundo, do Senhor da Bruma, essa bruma a que chamam de internet, de um Haragano, o Etéreo, qual cavalo selvagem que galopa entre cartas alegadamente, quiçá, sem fundamentos.

Carta à Berta é o local dos Desabafos de um Vagabundo, do Senhor da Bruma, essa bruma a que chamam de internet, de um Haragano, o Etéreo, qual cavalo selvagem que galopa entre cartas alegadamente, quiçá, sem fundamentos.

Carta à Berta: A DGS - de Opaca à Lei da Rolha - II/III

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Olá Berta,

Pegando no tema de ontem, convém continuar o raciocínio. Não penses que se trata de uma mera teimosia minha. É, na realidade, um facto triste sabermos que estamos a ser manipulados, porque alguém se julga conhecedor da frágil e débil constituição dos portugueses para lidar com a realidade e os acontecimentos. Regressemos, pois, à vaca fria:

A DIREÇÃO GERAL DE SAÚDE

DE OPACA À LEI DA ROLHA - II/III

Esta falta de transparência foi a mesma que levou Graça Freitas a desvalorizar, no início, o uso das máscaras. Em vez de informar o país que o Governo não estava a conseguir arranjá-las, em tempo útil, e que existia uma imensa escassez das mesmas nos mercados… lá veio a história da falsa sensação de segurança que uma máscara poderia causar, desculpa aliás, que está a ser usada do mesmo modo, tal e qual, no caso da opacidade dos dados da pandemia e da sua divulgação por freguesias.

As situações sucedem-se, foi assim na situação dramática da falta inicial de ventiladores, foi assim na escassez de gel desinfetante, foi assim sempre que a DGS não queria demonstrar que não estava a conseguir dominar os problemas, fosse por que motivo fosse.

A Lei da Rolha, não só é profundamente inconstitucional, como parece tratar os portugueses como criancinhas inconscientes, que se podem vir a portar mal se souberem a verdade. Estamos a falar de um povo com 877 anos de idade e, portanto, com maturidade mais do que suficiente para saber o que faz.

Esta coisa, que não consigo sequer arranjar outra palavra, da DGS passar o tempo a viajar entre uma entidade opaca, e de cabeça na areia como a avestruz, a um serviço onde tudo se rege pela Lei da Rolha, tem de ter um fim.

Ao fim ao cabo, são comportamentos impróprios num país democrático, com uma Constituição e onde a Lei de Imprensa, e consequentemente, o dever de informar dos jornalistas, não deveria estar sujeito às fragilidades de uma Direção Geral que tem problemas graves em assumir os seus pontos fracos. Só ainda não consegui entender, ao certo, de onde vem o receio. Será da própria DGS e de Graça Freitas ou do Ministério da Saúde e de Marta Temido?

Outro aspeto que me irrita é tentarem tapar o Sol com a peneira. Esta situação de quererem fazer de conta de que não sabiam que os setores da distribuição de bens alimentares e o da construção civil pudessem ter casos com vários surtos de infeção e alguns deles com bastante gravidade é absolutamente falsa. Foi opção deliberada do Governo não testar ambos os setores até ao final do mês passado, princípio deste mês.

É um direito do Estado o de fazer opções, como a da tourada, que ainda não teve autorização para por “os cornos de fora” apesar de nos seus recintos já se realizarem outro tipo de espetáculos. Só não nos apresentem as coisas como se de lapsos se tratassem. No mínimo fica ridícula a situação para todos, quer para quem profere a atoarda quer para quem tem de fingir que a engole.

Por hoje, remeto-me ao descanso do guerreiro. Voltarei amanhã para terminar essa mini série do jogo do esconde-esconde. Despede-se este sempre teu amigo, com carinho e um beijo,

Gil Saraiva

 

 

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