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Carta à Berta

Carta à Berta é o local dos Desabafos de um Vagabundo, do Senhor da Bruma, essa bruma a que chamam de internet, de um Haragano, o Etéreo, qual cavalo selvagem que galopa entre cartas alegadamente, quiçá, sem fundamentos.

Carta à Berta é o local dos Desabafos de um Vagabundo, do Senhor da Bruma, essa bruma a que chamam de internet, de um Haragano, o Etéreo, qual cavalo selvagem que galopa entre cartas alegadamente, quiçá, sem fundamentos.

Carta à Berta: A DGS - de Opaca à Lei da Rolha - I/III

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Olá Berta,

Hoje, num dia que se apresenta bonito e agradável, eu sinto-me aborrecido. Tudo isto porque as nossas autoridades de saúde estão a sonegar o direito à informação às populações e ao país.

A DIREÇÃO GERAL DE SAÚDE

- DE OPACA À LEI DA ROLHA – I/III

Tentei obter junto da ARS de Lisboa e Vale do Tejo, da DGS, da Proteção Civil e da Câmara Municipal de Lisboa, os dados referentes às freguesias do Concelho, quanto à pandemia, mais concretamente os números relativos aos infetados, aos recuperados e aos óbitos de cada uma das freguesias, contudo, sem qualquer sucesso. Facto que não faz o mínimo sentido.

Já foram divulgados dados de fábricas, de empresas distribuidoras de produtos alimentares, de freguesias até do Concelho, quando apareceram surtos mais preocupantes. O que ainda torna, a não divulgação dos dados existentes ao nível de todas as freguesias do Concelho e de todas elas no país um contrassenso, aliás, não faz sentido e não é uma atitude correta, num Estado de Direito, numa democracia, nestes últimos anos do primeiro quartel do século XXI do terceiro milénio.

Como pode um Ministério, neste caso o da Saúde, ocultar informação tão relevante para todos nós?

O direito à informação, num assunto desta gravidade, não devia estar a ser sonegado e a ser mantido oculto num país que se quer transparente.

Até a própria gestão da saúde pública iria beneficiar com isso. Os cuidados dos habitantes seriam muito mais minuciosos nas freguesias mais atingidas e não seriam desleixados naquelas sem casos, como aliás se tem visto nos poucos concelhos onde não existem casos de pandemia e onde as pessoas não abrandaram nos cuidados por estarem livres de um perigo imediato, mas que pode aparecer a qualquer instante.

Durante toda esta pandemia a DGS tem gerido a informação de um modo que nos remete para tempos antes do 25 de Abril de 1974. Divulga umas coisas, para manter o povo contente e sonega outras ou só as divulga muito depois dos problemas terem ocorrido. Por exemplo, há vários dias que não atualiza o número de testes realizados em Portugal. No site constam, há dias, 975 mil quando a própria DGS já divulgou ter ultrapassado o milhão de testes. Desta vez, a sonegação e a opacidade acontecem, para não revelarem, em tempo útil, se é verdadeira a informação de que estando a testar mais têm estado a descobrir mais casos de infeção. Este truque, aliás, já foi utilizado no passado em diversas ocasiões com o mesmo objetivo.

Quem já se esqueceu de quando a DGS não divulgava quantos testes estavam a ser feitos em Portugal para esconder a evidente falta dos mesmos, no país, nessa altura? Ninguém. As pessoas não são parvas. Nem são criancinhas a quem uma desculpa esfarrapada possa tapar uma falha ou uma asneira.

Amanhã continuo este tema para não me tornar demasiado extenso numa só abordagem. Este teu amigo despede-se com um beijo saudoso,

Gil Saraiva

 

 

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