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Carta à Berta

Carta à Berta é o local dos Desabafos de um Vagabundo, do Senhor da Bruma, essa bruma a que chamam de internet, de um Haragano, o Etéreo, qual cavalo selvagem que galopa entre cartas alegadamente, quiçá, sem fundamentos.

Carta à Berta é o local dos Desabafos de um Vagabundo, do Senhor da Bruma, essa bruma a que chamam de internet, de um Haragano, o Etéreo, qual cavalo selvagem que galopa entre cartas alegadamente, quiçá, sem fundamentos.

Carta à Berta: A Alegadamente Ignóbil Graça Freitas - Parte II/II

Berta 552.jpgOlá Berta,

Terminando o assunto relativo à entrevista dada ao jornal Público, no início da semana pela alegadamente ignóbil Graça Freitas, passo a comentar a restante entrevista e o que me ficou por assinalar sobre essa senhora na carta anterior e que não quero deixar de referir.

Na entrevista ao Público, a Diretora-Geral de Saúde sublinhou que, num tempo em que a Covid-19 está a começar a ser confinada, muitas das normas que estão em vigor deverão desaparecer brevemente. Ora, minha querida amiga, tu vês algum controle efetivo da pandemia? Neste momento só não estamos pior do que nos meses de janeiro e fevereiro e talvez março deste ano. O famoso RT continua acima dos 0,8. O número de casos ainda não baixou do milhar e os óbitos não mostram qualquer esperança de passarem a residuais. Onde está então o controle? Na vacina?  No excelente trabalho do almirante? Claro que isso ajuda, mas não resolve a situação.

A dona Graça fala no regresso à normalidade. Sempre com enfoque na vacina. Mas faz tábua rasa das previsões da Organização Mundial de Saúde, que apontam uma subida de mortos para a Europa, durante o inverno, que poderá ultrapassar o quarto de milhão de futuras vítimas. A senhora Freitas disse igualmente que: “Vamos tender a voltar à nossa vida como era em 2019”. Ninguém reforma esta mulher?

Ela prepara-se para enviar para o “Domínio dos Deuses” e para o “Reino da Opacidade” a informação referente ao evoluir da Covid-19 em Portugal seguindo o único exemplo mundial que sempre assim atuou, desta forma tão iluminada, a Coreia do Norte. Como é óbvio, amiga Berta, o fim dos boletins diários da covid-19 é um ato absolutamente condenável e de falta de respeito pelos portugueses. Se a DGS acabar mesmo, como promete a dita Freitas com os documentos que todos os dias informam o público do número de casos, mortes e internamentos pela pandemia, entraremos no âmbito norte-coreano da desinformação, situação que, no meu modesto entendimento, viola os direitos constitucionais de todo a população portuguesa.

Se esta entrevista, minha amiga, fosse efetuada pelo falecido Max, a senhora Graça seria equiparada certamente à mula da cooperativa por afirmar convictamente a seguinte asnice: “O foco da DGS vai tender a ser na doença propriamente dita e não tanto na infeção. Para isso, o boletim vai deixar de ser diário, para libertar os portugueses do peso dos números. Queremos aumentar o intervalo desta publicação, sendo que, sempre que acontecer alguma coisa inesperada, comunicaremos”.

Uma atitude que, a acontecer, vai levar este país em que vivemos a uma nova e gravíssima crise pandémica. Pode não morrer tanta gente como aconteceu até esta fase da vacinação, mas as consequências serão de uma gravidade completamente inimaginável. Despeço-me triste com tanta asneirada proferida por alguém que devia ter responsabilidades sérias na gestão da pandemia. Os meus votos, desejos e anseios vão para que Marta Temido e António Costa se apercebam da asneirada antes de esta se iniciar e que a possam extinguir atempadamente. Ah, resolvi nem esperar pela reunião do INFARMED para escrever esta segunda parte. Por hoje é tudo. Recebe um beijo de despedida deste teu amigo de sempre,

Gil Saraiva

 

 

 

2 comentários

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    Gil Saraiva 04.10.2021 12:27

    Caro Anónimo, em primeiro lugar nunca edito comentários de desconhecidos a não ser os da minha amiga «loira» quando ela se esquece de se identificar, coisa com que até costumo brincar na resposta.

    Em segundo lugar os meus blogs não são, nem têm intensão de ser um parlamento democrático e livre onde todos podem e devem exprimir a sua opinião. Nada disso. Este é o meu espaço. Aqui apenas aparece a minha opinião e se algo mais se pode ler é porque eu permito que alguns amigos e amigas me contrariem por graça.

    Em terceiro lugar os ditos factos e verdades que me enviou no seu testamento anterior partem, quase todos eles e elas, de premissas e conclusões falsas para depois elaborarem um raciocínio absurdo e negacionista com cariz conspirativo. Jamais darei voz a algo como aquilo que escreveu. Entendo que toda a gente tenha frustrações e descontentamentos, eu tenho bastantes de ambos, mas não elaboro teorias conspirativas de base negacionista por causa disso.

    Sou e serei enquanto escrever um jornalista ( e já o sou desde 1981, com carteira profissional desde 1996). Também me considero escritor e poeta e estes são os meus blogs onde não tem lugar a liberdade de pensamento, que não a minha.

    Mesmo assim, porque já tive a minha dose de processos judiciais tudo o que publico aqui está no campo claro e específico do alegadamente. Uma defesa clara para explicar que apenas dou a minha opinião por muita investigação que para a dar eu tenha feito.

    Espero ter sido claro. Não gosto de censura efetivamente, e o seu caso foi exceção no que aos comentários diz respeito, porém, uma vez mais, não se trata de censura propriamente dita, mas sim de este ser um local onde eu reino e não um sítio pluralista onde até negacionistas conspirativos e manipuladores como é seu caso possam ter uma voz. Sugiro que crie o seu espaço e que dê a cara.

    Passar bem meu caro anónimo, passar bem.

    Ah! Escusa de contra-argumentar que não voltarei a publicá-lo.

    Um bom dia para si.
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