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Carta à Berta / Desabafos de um Vagabundo / Miga, a Formiga / Estro

A partir de Julho de 2022 os blogs do Senhor da Bruma, assinados por Gil Saraiva, são reunidos em "alegadamente". Os blogs: Estro (poesia), gilcartoon (cartoons) e Desabafos de um Vagabundo (plectro) passam a integrar este blog. Obrigado.

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Carta à Berta: 2 de Novembro - Dia de Finados

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Olá Berta,

Hoje é Dia de Finados, um dia que o Estado escolheu para homenagear as duas mil quinhentos e noventa vítimas de Covid-19 em Portugal. A celebração deu direito a coroa de flores, minuto de silêncio e bandeira a meia haste, com o Presidente da República ao comando da cerimónia. Um dia de luto nacional naquele que é, anualmente, o dia em que recordamos os que partiram deste mundo e em que tentamos, todos nós, ir vivendo ou, na pior das hipóteses, sobrevivendo, ao desenrolar paulatino do quotidiano das nossas vidas.

Em cima da mesa, nesta primeira segunda-feira de novembro, está a discussão sobre a implementação ou não de um novo Estado de Emergência. O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, recebeu os partidos, consultou o Primeiro-Ministro e faz questão de ouvir os representantes da sociedade civil antes de mandar para a Assembleia da República a declaração deste novo Estado de Emergência.

Seja qual for a decisão presidencial, e o voto do hemiciclo, o que importa mesmo é que sejam tomadas todas as medidas possíveis, com vista ao abrandamento da pandemia no país. Essa é a maior responsabilidade moral de quem nos governa, independentemente da ideologia que defenda. Precisamos de determinação e de uma ação que prove ser eficaz.

Aqui, no atual contexto, não está em causa a aprovação política de um Orçamento do Estado, mas a tentativa superlativa de proteger o povo de uma pandemia que continua a fazer cada vez mais vítimas entre nós. Ainda o inverno não mostrou as garras e já a segunda vaga ultrapassa em dimensão e mortandade a primeira. A chegada da estação do frio e da época da gripe pode gerar não uma terceira vaga, ou a continuação desta segunda agora em curso, mas um verdadeiro tsunami capaz de instalar o caos no SNS, no Governo e em Portugal.

É obrigatório que todos se entendam e que tentem, por qualquer meio, reduzir à mínima expressão os efeitos da Covid-19. São esses os votos que aqui deixo, minha querida Berta, na esperança de um futuro melhor do que aquele que o horizonte nos parece querer mostrar. Despeço-me com um beijo de fé, de confiança e de solidariedade, este teu amigo de sempre,

Gil Saraiva

 

 

 

2 comentários

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    Gil Saraiva 04.11.2020 18:21

    Mas, embora possa concordar com a argumentação da minha amiga, para ao cidadão individual se comportar como deve o Estado não pode ocultar os factos. Por exemplo, não entendo que faça sentido continuar a esconder os dados dos casos por freguesia. Todos os médicos de saúde pública defendem a sua divulgação e eu concordo, a consciência do que acontece à nossa volta desperta cuidados muito mais atentos e precisos do que não o fazer por parte de cada um. Podia dar mais exemplos da política dúbia da DGS e do Governo, mas este já ilustra boa parte do que não é correto.

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