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Carta à Berta

Carta à Berta é o local dos Desabafos de um Vagabundo, do Senhor da Bruma, essa bruma a que chamam de internet, de um Haragano, o Etéreo, qual cavalo selvagem que galopa entre cartas alegadamente, quiçá, sem fundamentos.

Carta à Berta é o local dos Desabafos de um Vagabundo, do Senhor da Bruma, essa bruma a que chamam de internet, de um Haragano, o Etéreo, qual cavalo selvagem que galopa entre cartas alegadamente, quiçá, sem fundamentos.

Carta à Berta: Diego Armando "Mão de Deus" Maradona - "D10S"

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Olá Berta,

Conforme já deves ter ouvido nas notícias, morreu ontem Diego Armando “Mão de Deus” Maradona. Um dos mais geniais futebolistas que o mundo, até hoje, teve o privilégio de ver jogar e de conhecer. O jogador que conseguiu ver validada uma vitória, num jogo de um campeonato do mundo, graças a um golo que ele mesmo meteu na baliza do adversário, com a ajuda de uma mão, ao que dizem, a de Deus.

Um génio adorado por um povo, por um país inteiro, a Argentina, mas odiado por muitos, pelos seus comportamentos, excessos, vícios e atitudes fora do âmbito das quatro linhas. Um ser controverso e complexo que, no conjunto global, o tornou uma figura única e incontornável do desporto mundial e do futebol em particular.

Um Deus do Desporto Rei, lembrado como poucos, principalmente por ser possuidor de uma genialidade única e irrepetível. Um semideus na Argentina onde até uma igreja e um culto foram criados para o venerar. Um Rei em Nápoles onde durante 7 anos serviu o clube homónimo com garra e honra elevando ao estrelato mundial a cidade mais pobre de Itália, precisamente na altura em que era o melhor jogador do universo.

Perdeu-se no álcool, nas drogas, nos radicalismos, nas farras, nos excessos, todavia, os fãs, sempre perdoaram.

Um perdão incondicional oferecido por um povo, pelas multidões de verdadeiros fãs e fanáticos para quem acima do homem está o génio que ostenta na sua mão ao alto a divina “Mão de Deus”.

Nunca fui um adorador do jogador, mas é impossível não lhe reconhecer o génio e o rasgo. Por isso, enquanto me despeço, amiga Berta, aqui deixo a minha mais sincera homenagem a Diego Maradona. Fica bem, com um beijo, de lágrima no canto do olho, deste teu amigo de todos os tempos,

Gil Saraiva

 

 

 

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