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Alegadamente

Este blog inclui os meus 4 blogs anteriores: alegadamente - Carta à Berta / plectro - Desabafos de um Vagabundo / gilcartoon - Miga, a Formiga / estro - A Minha Poesia. Para evitar problemas o conteúdo é apenas alegadamente correto.

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Carta à Berta n.º 628: As crónicas da Carta à Berta

Berta 628.jpgOlá Berta,

Faz algum tempo que eu não faço análises, observações, críticas ou seja lá o que for sobre a atualidade nacional ou internacional, quer o assunto seja social, político ou jurídico, ou ainda de qualquer outro tipo de abordagem para além destas. Não o tenho feito porque já me começava a imaginar um daqueles velhos do Restelo que nunca estão satisfeitos com nada nem com ninguém.

Depois desta paragem propositada nas minhas abordagens críticas cheguei à conclusão, querida amiga, que isso não é verdade. Há muita coisa que eu adoro no meu país e no mundo e onde o meu aplauso é merecido. Porém, devido ao facto de todos os dias surgirem novas coisas, eventos, situações ou atos questionais, muitas vezes em mais do que um só ponto de vista, eu, como muitos de nós, tendo a apontar mais rapidamente aquilo que me desagrada, talvez na esperança vã de que mais um alerta possa interferir no evoluir desta ou daquela situação.

Todavia, por mais gosto que eu possa fazer nisso, só quase por milagre, e eu não acredito em milagres, é que uma intervenção minha poderá ajudar seja lá no que for. Não vale a pena o esforço nesse sentido. No entanto, ficar calado, ainda faz pior. É quase como se o que se passa no mundo, no país ou na minha cidade me fosse indiferente. Ora, isso é totalmente falso e é por isso que eu retomo essas crónicas.

Só que agora, minha querida Berta, tenho imensas coisas que deixei por dizer e analisar para avaliar. Não prometo abordar todas, mas, futuramente, tentarei abordar todos os temas que deixei passar durante esta ausência de crítica construtiva ou de condenação pessoal.

Aqui ou ali, poderei igualmente voltar a falar do que se faz bem feito, Bertinha, mas o foco continuará a ser o meu descontentamento face às coisas que desagradavelmente vou detetando. Isso não significa, contudo, que eu seja o ser mais puro do mundo ou o dono da verdade, apenas traduz a minha opinião e daí não passa. Ela pode nem ser a melhor opinião, nem mesmo pertencer ao grupo das mais determinantes, porém, foi, é ou será sempre a minha opinião e é isso que importa.

Na minha avaliação sobre o que se critica e se comenta, porque se pode dar o caso de apenas comentar e não criticar, o que importa mesmo, pelo menos para mim, é proferir algo com sinceridade, integridade e honestidade, cara amiga, mesmo nos casos em que eu possa não saber da missa a metade.

Portanto, e pese embora o facto de eu ser apenas um entre muitos, regresso assim, às crónicas com que que habitualmente enchia as cartas que te escrevo. Afinal, pelo menos tu, minha querida, dás ouvidos a este teu amigo. Não é uma lança em África, mas já é um avanço. Beijo grande,

Gil Saraiva

 

 

 

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