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Alegadamente

Este blog inclui os meus 4 blogs anteriores: alegadamente - Carta à Berta / plectro - Desabafos de um Vagabundo / gilcartoon - Miga, a Formiga / estro - A Minha Poesia. Para evitar problemas o conteúdo é apenas alegadamente correto.

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Desabafos de um Vagabundo: Série Romance - A Felina - Noites de Lua Cheia - 46

A Felina - 46.jpgAquele pensamento de sodomizar a gata dava-lhe alguma pica. Se calhar, provavelmente, nem precisaria de a forçar a isso. Podia ser que ela, uma vez caçada por ele se decidisse a entregar nos seus braços antes de ser devidamente enjaulada, para poder pagar pelos seus crimes. Com as mulheres nunca era fácil prever a reação, contudo, a ideia não lhe parecia de todo descabida.

Independentemente da imagem que o másculo Intendente fazia de si próprio o retrato apresentado por Cassandra Banheiras do polícia era totalmente o oposto. Para a estação de televisão o sujeito não era mais do que um arrogante e pretensioso polícia, absolutamente machista, de mau caráter e com tendência para o abuso de poder. Ora, esta visão antagónica da realidade é que levava o indivíduo a pensar que ia ganhar facilmente os processos em tribunal. Iria exigir milhões de compensação.

Contudo, embora o assalto fosse o enfoque do primeiro episódio da série sobre a Felina, o que daria origem aos seguintes e à criação da própria novela, era o que aparecia numa pequena apresentação daquilo que seria a restante série, mesmo antes do primeiro episódio terminar. Com efeito, existia muito mais que o público em geral desconhecia sobre a famosa gata. Em primeiro lugar, ela não aparecera só agora no panorama criminal português.

De acordo com o testemunho de Hermenegilda Fonseca e do livreiro Januário do Ó, a Felina começara a sua atividade há dez anos. Este facto dava a entender que a mesma deveria ser uma mulher entre os trinta e os trinta e cinco anos de idade. Altura em que ambos referiam terem sido praticados os primeiros roubos conhecidos e assinados. Sim, sim, porque a gata assinava sempre os seus feitos desde a primeira hora. Segundo o senhor Januário ela não queria ser acusada de fazer algo que efetivamente não fizera, por mais espetacular que um roubo pudesse ser.

Era assim mesmo e a PSP confirmava. Todos os crimes da bichana eram assinados por uma medalha, tipo moeda de dois euros, com uma imagem de uma cabeça de pantera de um lado e da pantera completa do outro, tendo em ambas as faces, escrita, no topo, a palavra Felina. A medalha era totalmente feita de cobre, revestida com um verniz transparente muito fino.

A polícia pensava que o revestimento a verniz, não só não permitia que o cobre oxidasse, como ajudava a peça a reluzir no escuro, nas noites em que os roubos eram praticados, de maneira a permitir que o assaltante fosse devidamente identificado. Pela busca feita pela TVI, por todo o país, principalmente na zona metropolitana de Lisboa, existiam até à presente data trezentos e sessenta e quatro medalhas ou moedas da Felina, nos registos de prova da pantera negra, nos arquivos da PSP, da GNR e da PJ.

Com efeito, chegara à redação da TVI uma carta da gata a confirmar que iniciara a sua atividade em 2012, explicando que vinha de uma família de honrados ladrões, que se perdia em muitas gerações passadas e que sempre assinava os seus trabalhos. A carta, que confirmava os testemunhos policiais, de Hermenegilda e de Januário, adiantava ainda, numa folha A4, de papel timbrado com as imagens das faces da medalha, que jamais roubava gente honesta e que só roubava o Estado ou Instituições sob a sua alçada, porque o Estado não era efetivamente uma pessoa de bem.

As surpresas da TVI, relativamente à Felina, não se tinham ficado apenas pelo número de roubos efetuados que constavam nas diferentes polícias. Uma outra, fora a descoberta de que a ajuda prestada à Polícia Judiciária em identificar e prender os cabecilhas do maior bando de criminosos alguma vez capturado em Portugal, deixando-os prontos a serem caçados pela PJ, com provas dos restantes contactos nacionais e internacionais, de toda a rede existente e das diferentes atividades e negócios que possuíam, não era a única efetuada pela pantera.

Com efeito, todos os meses, dois fins-de-semana por mês, desde há dez anos, apenas com algumas exceções, em meses em que a gata não devia estar no país, que a Felina entregava à polícia, principalmente em esquadras da área metropolitana de Lisboa, vários bandidos das mais diversas espécies, sempre com provas dos seus crimes.

Para ela era indiferente que eles fossem fabricantes, traficantes ou armazenistas de drogas, assassinos ou assaltantes violentos, chulos ou gente envolvida em tráfico humano ou de armas e até violadores, pedófilos ou simplesmente gente que prejudicasse gravemente o ambiente.

Em resumo, andavam na casa dos milhares, os marginais entregues pela gata às devidas autoridades durante todo o tempo em que atuara. No entanto, não se tratava de evitar a concorrência como seria fácil de se pensar. Todos os bandidos em causa dedicavam-se a atividades em que parecia não haver qualquer código de honra ou em que os crimes eram violentos. Situações e crimes que não constavam no modo de operar da pantera, que revelava um padrão muito restrito de código de honra.

Nas principais esquadras da noite lisboeta não parecia haver um polícia que desejasse ver a Felina ser apanhada, embora todos afirmassem que cumpririam o seu dever, se o tivessem que fazer, perante um flagrante, coisa que até aqui nunca tinha acontecido, segundo as afirmações constantes nos vários testemunhos de guardas e oficiais das esquadras da PSP envolvidas na segurança da noite na capital.

Mas, afirmava a estação de televisão nada disso era tão relevante como a última grande descoberta feita pela TVI. Com efeito, a IPS, sigla que se traduzia pela Irmandade da Pantera Salvadora, era uma espécie de confraria informal, que contava já com mais de mil elementos, era a prova de que a Felina não era uma ladra vulgar.

Assim, ao que parecia, as verbas roubadas nos trezentos e sessenta e quatro roubos efetuados eram, em grande parte, distribuídas pela larápia por pessoas com necessidades graves e que precisavam urgentemente de dinheiro para resolverem os seus problemas, fossem eles meramente financeiros, de saúde ou de sobrevivência. O importante para a gata era que, sem a sua ajuda, esta gente, muita dela pertencente às classes mais desfavorecidas da população, visse as suas situações acabarem sem solução ou, pior ainda, em tragédia.

Segundo os dados do senhor Januário, que era o líder da informal Irmandade da Pantera Salvadora, as ajudas não se limitavam à área metropolitana de Lisboa, mas espalhavam-se por todo o território português, incluindo os arquipélagos da Madeira e dos Açores. Adiantava ainda que sempre que alguém era ajudado pela pantera, a situação não era apenas uma mera contribuição, não! Ela resolvia de vez o problema da pessoa necessitada.

O relato de Dona Hermenegilda Fonseca registava os sessenta e cinco mil euros que recebera da Felina, há vários anos atrás, numa altura em que precisava da verba para que o seu filho efetuasse, em tempo útil, um transplante de medula óssea por causa de uma leucemia. A verba não lhe permitira apenas operar o filho, mas também aguentar-se enquanto tomava conta dele, durante a sua recuperação em Londres.

Porém, afirmava que depois disso já recebera outra verba, desta vez para fazer face à inflação e à subida do custo de vida. O modo como este testemunho fora relatado em primeira mão, ao vivo na televisão, por entre a emoção da mãe, colocara meio país de lágrimas nos olhos de tão vivido que o mesmo provara ser. No final do primeiro episódio, a senhora ainda fizera um apelo sentido para todos os apoiados pela Felina, se juntarem, enviando os seus dados e contactos para a Irmandade da Pantera Salvadora.

A TVI ainda entrevistou um advogado sobre a legalidade dos donativos da Felina. Estariam as pessoas a receber um donativo legitimo, válido e legal? A opinião do especialista em doações, donativos e ações de solidariedade foi positiva. A haver crime este só poderia ser imputado à pessoa que deu o dinheiro, caso este tivesse sido roubado. Já quem recebe, não tem como saber se o dinheiro pertence legitimamente à própria Felina, que pode até ter fortuna própria ou se é fruto de algum roubo.

Entretanto, a providência cautelar, interposta pelo Intendente Vítor Fernandes de Melo à TVI, como forma de impedir a repetição da transmissão deste episódio ou dos outros da mesma série, foi rejeitada pelos tribunais ao abrigo da liberdade de imprensa.

Segundo o tribunal, os fundamentos apontados não apresentavam prova suficiente no que à verdade dos factos diziam respeito e, portanto, a aplicação de tal providência seria um atentado ao dever de informação de uma estação de televisão e à liberdade de imprensa, pelo que jamais poderia ser aplicada face aos prossupostos então expostos como justificativos da mesma. O Intendente ainda tentara recorrer desta decisão com uma nova redação da providência, contudo, uma vez mais, acabara por ver essa segunda tentativa rejeitada com base nos mesmos motivos da primeira recusa.

 

(continua) Gil Saraiva

 

 

 

Desabafos de um Vagabundo: Série Romance - A Felina - Noites de Lua Cheia - 45

A Felina - 45.jpg

XI

O Museu Pariu um Rato

XI

 A entrevista na TVI e na CNN Portugal, foi preparada com requinte. Foram entrevistados o Diretor do museu, o Diretor Adjunto da Polícia Judiciária Carlos Farelo, o representante da companhia de Seguros Fidelidade, o representante do Banco de Portugal, alguns Seguranças do Museu e até um subcomissário da polícia participara, não se sabe bem como, mais uma série de gente, sob recomendação da estrela da noite, a Encarregada da Limpeza e Higiene do Museu Nacional de Arte Antiga, a Dona Hermenegilda Fonseca, bem como o dono de uma livraria da baixa lisboeta, um tal de Januário do Ó.

Ao mesmo tempo o Expresso Online (tal como o de formato de papel do dia seguinte) apresentava a sua reportagem original e exclusiva sobre o assalto, complementada com uma série de investigações efetuadas sobre o perfil da Felina, a quem a publicação apelidava da versão portuguesa feminina do Robim dos Bosques dos tempos modernos.

O Expresso assinalava numa secção especial que a Companhia de Seguros Fidelidade, que segurara a exposição, ia mesmo para a frente com o argumento que não pagava o valor do ouro roubado, porque o objeto do seguro fora efetivamente adulterado. Eles tinham feito o seguro a uma exposição e em ponto algum da apólice constava a armadilha montada pela Polícia Judiciária.

Quer a televisão, quer o semanário apresentavam um vasto dossier sobre o que se sabia da Felina. Porém, para espanto da população em geral, vários aspetos da atividade da gata foram publicamente revelados e estes faziam toda a diferença. Em poucos dias a ladra, que tinha ajudado a Polícia Judiciária na operação do milénio contra o bando armado do brasileiro Jô Muttley, passou de um estatuto de uma ladra normal para a condição de Robim dos Bosques no feminino e de justiceira heroína da vida real, uma pantera negra como que saída das histórias da banda desenhada para o dia-a-dia dos portugueses.

Cassandra Banheiras, ao contrário do jornalista do Expresso que apenas na sexta-feira lançou um caderno dedicado à Felina, apresentou uma série de nove episódios transmitidos dia sim, dia não, imediatamente a seguir aos jornais da noite da TVI e da CNN Portugal. O impacto foi de tal forma estrondoso que a CNN Internacional adaptou a série para a língua inglesa e a divulgou internacionalmente nos seus canais.

Ambos os jornalistas iniciaram as histórias do mesmo modo. O roubo, por parte da Felina, da exposição estival dedicada ao primeiro ouro vindo do Brasil, durante o período colonial, no Museu Nacional de Arte Antiga. Detalhadamente, e com testemunhos, explicavam que a exposição fora uma ideia criativa de um ex-elemento da Polícia Judiciária, para desenvolver uma armadilha eficaz com o fito de capturar a pantera negra.

Apresentavam o perfil do autor do plano, à data um coordenador principal da PJ, especialista em crime e com provas dadas na instituição, mas que atualmente se encontrava ao serviço do Comando Metropolitano de Lisboa, com a patente de Intendente de seu nome Vítor Fernandes de Melo. O conceito da armadilha era simples: atrair a gata ao museu e não a deixar sair.

O sujeito, tinha intempestivamente, acusado a mais recente Assessora da Polícia Judiciária, a Doutora Íris Lobato de Lemos Pessanha Vasconcelos, de cúmplice da pantera negra, por esta ter sido a primeira pessoa a ver e a descrever fisicamente a Felina, isso na noite em que graças ao alarme dado pela assessora, tinha sido desmantelado o pior bando de criminosos em Portugal, liderado pelo famigerado Jô Muttley, que previamente, nessa mesma noite, a Felina manietara deixando provas e pistas para que a PJ conseguisse desmantelar o bando em Portugal e no estrangeiro.

Ora, o simples facto de a assessora e a gata terem estado ambas na quinta de Sintra, onde o bando fora encontrado, e ainda o de a doutora ser igualmente assessora no Museu Nacional de Arte Antiga, levara o indivíduo a avançar com a acusação sem sequer ter prova alguma, nem mesmo circunstancial. Fora, aliás, essa mesma acusação, feita em público e no museu, que acabaria por ditar o abandono do coordenador principal da PJ e a sua passagem como Intendente para a PSP.

Quisera ainda o destino que, no roubo da barra de ouro de dez quilogramas do museu, a Felina, deixasse várias mensagens dirigidas especificamente a Vítor Melo explicando-lhe que não se atiça uma pantera com vara curta e agradecendo a barra de ouro. Toda a descrição da descoberta do roubo da barra pela boca da testemunha Hermenegilda Fonseca fora absolutamente hilariante e levara a estação de televisão a contratá-la para ser o fio condutor dos nove episódios da série.

A estação informava ainda que o Intendente do Comando Metropolitano de Lisboa da Polícia de Segurança Pública se recusara a prestar qualquer declaração em sua defesa e que, ainda por cima, apresentara queixa em tribunal da TVI, da CNN e do Expresso, por difamação da sua imagem e da sua elevada reputação policial e de investigação criminal.

Logo no primeiro episódio da série de Cassandra Banheiras, com a colaboração de Hermenegilda Fonseca, fora efetuada, com utilização de diversos atores famosos da estação, uma recriação da cena da descoberta do roubo do ouro que fizera as delícias do público. A cena fora recriada em português e depois em inglês para a transmissão internacional.

O primeiro episódio de “A Felina” denominado “O Museu Pariu um Rato” teve tal sucesso, pulverizando todos os recordes de audiência, alguma vez registados em Portugal em todos os tipos de programas, que a estação de televisão criou a dita série.

Sabia-se igualmente que estava em preparação uma novela com o mesmo nome a estrear brevemente no horário nobre da TVI, porque, revelava Cassandra Banheiras, a própria Felina, acordara ceder todos e quaisquer direitos do uso da sua imagem, se os mesmos fossem distribuídos por uma lista de gente carenciada, que ela enviara conjuntamente com a carta de cedência dos direitos de imagem e televisivos.

Afirmava ainda que se dispunha a ajudar a produção a produzir uma imagem realista de si mesma, se esses pagamentos de direitos continuassem a ser entregues aos carenciados indicados ou a indicar em futuras listas. A TVI comprometia-se assim publicamente a atribuir um montante por episódio da série e posteriormente da novela como cachê da Felina a ser entregue aos signatários listados pela pantera negra, mas utilizando a norma da estação de prestação de um serviço de solidariedade social, de maneira a poder declarar legalmente a distribuição dos rendimentos atribuídos.

Vítor Fernandes de Melo assistira revoltado ao sarcasmo com que a sua pessoa fora tratada pelo canal de televisão. Ele recusara liminarmente ser entrevistado pelo canal e avançara judicialmente sobre a estação e sobre o semanário. Aquilo era inadmissível. Iam todos pagar pelo desaforo. Bem, quase todos, afinal fora ele que não agira do melhor modo com Íris.

Porém, na altura, estava tão convicto da sua descoberta que não raciocinara convenientemente. Mesmo podendo suspeitar da fulana, devia ter investigado mais cuidadosamente. Essa fora, todavia, a sua única falha em todo o processo e não admitia qualquer outra culpa, fosse ela qual fosse. Mas iam todos pagar por isso. Ele jurava que iam ou ele não se chamasse Vítor Fernandes de Melo. Enquanto o tribunal tratava dos casos com a TVI, a CNN e o Expresso ele iria ajustar contas com a Felina. Quem é que aquela rafeira pensava que era? Ele jamais admitiria ser humilhado por uma mulher, quanto mais uma imbecil qualquer mascarada de gata.

O mais enervante de tudo para o Intendente era o facto de o estarem a fazer passar por oportunista, chico esperto, desprovido de inteligência e ainda por cima por o compararem publicamente a um rato. Um idiota de um rato apanhado na sua própria armadilha, como um mentecapto qualquer. A Felina fizera dele um palhaço, mas não seria a última a rir. Ela não percebia, mas não se tratava de saber se ele a ia apanhar, nada disso. A questão que se punha era apenas quando é que ele a ia apanhar? Nem mais, nem menos. Aí, nesse dia, a vingança seria consumada.

Já a coitada da Íris ele entendia. Fizera o que quisera dela, lambuzara-se à vontade e à vontadinha, deixando-a pensar que podia namorar com um indivíduo do seu nível e depois quisera prendê-la. Era normal que sendo apenas uma mulher, pois já tinha mais de dezoito anos, se pudesse sentir ofendida. O sexo feminino tinha muito aquela mania estupida de se vitimizar em vez de agradecer a atenção de um verdadeiro macho. Sim, a tipa não voltaria tão cedo a estar com alguém do seu gabarito.

Contudo, teria sido mais honesto da parte dela, reconhecer o privilégio de ter tido sexo com ele e desfrutado da sua companhia e conforto. Seria igualmente coerente desculpar-lhe a acusação lógica de que ela era cúmplice da Felina, até porque, se ele não tivesse visto com os seus próprios olhos a gata, Vítor preparava-se era para a acusar de ser ela própria a pantera negra. Até tivera muita sorte.

Realmente a grande diferença de altura e de linhas entre as duas fizera-o compreender que não havia como uma ser a outra disfarçada. Ninguém disfarça volume e tamanho apenas pondo um fato colado ao corpo. Fora isso que o levara a concluir que se elas eram pessoas diferentes e, então, só podiam ser cúmplices uma da outra.

Uma vitória insignificante numa batalha, só lhe iria dar mais mérito quando a guerra estivesse acabada. Aí o mundo veria quem era, afinal, o verdadeiro guerreiro. Teria sido giro se ele se pudesse gabar de ter ido ao cu à Felina, mas isso ainda não estava de todo afastado. Tudo dependeria do modo como a conseguisse agarrar. Ele estava convicto de que não falharia. Aliás, como nunca falhara até ali. Por vezes, apenas perdia umas batalhas, nada mais.

 

(continua) Gil Saraiva

 

 

 

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